Aracaju (SE), 20 de junho de 2021
POR: Carla Passos
Fonte: Carla Passos
Em: 19/04/2021 às 00h00
Pub.: 19 de abril de 2021

Paris, a Cidade Luz :: Por Carla Passos


A Europa está fechada e sem previsão de abrir. Mas isso não impede que possamos relembrar viagens agradáveis ao Velho Mundo.


A receita clássica para aproveitar a Cidade Luz é colocar em prática o mais parisiense dos verbos: flâner, que significa flanar, caminhar ao acaso. Assim você vai se deparar com os principais cartões postais sem esperar. Garanto que é uma experiência inesquecível!


No primeiro dia na cidade resolvemos colocar essa experiência em prática. Pegamos o metrô e descemos na primeira estação que nos chamou a atenção: a Champs-Elysées. Ao sair da estação, já nos deparamos com o Arco do Triunfo, grandioso com 50 metros de altura e que foi erguido em 1836 para comemorar a vitória de napoleão Bonaparte na Batalha de Austerlitz. Você pode subir no monumento que oferece uma vista belíssima da cidade ou então passear pela avenida mais famosa do mundo.


O Arco do Triunfo foi erguido em 1836 para comemorar a vitória de napoleão Bonaparte na Batalha de Austerlitz (Foto: Carla Passos)

O Arco do Triunfo foi erguido em 1836 para comemorar a vitória de napoleão Bonaparte na Batalha de Austerlitz (Foto: Carla Passos)


Outra dica para quebrar a famosa rispidez dos parisienses e tornar sua experiência mais agradável é aprender a falar algumas palavrinhas em francês: “Bonjour, Madame”, “Bonjour, Monsieur”, “Merci”. Você verá que eles serão muito mais solícitos.


Se você puder, fique uma semana na cidade. Menos que isso você não vai conseguir ver as principais atrações. O primeiro passo é escolher onde ficar. Assim como é muito fácil amar Paris, é muito difícil amar um hotel em Paris. Todos, em todas as faixas de preço, são muito caros pelo que oferecem.


Como os hotéis do centro da cidade tem preços mais altos, resolvi pesquisar hospedagem em outros bairros que fossem bem servidos por metrô. Escolhi Montmartre, um local super badalado com bares e restaurantes. Antigo reduto de artistas, por onde já passaram Picasso e Dalí, possui ruas íngremes e sinuosas que oferecem vistas deslumbrantes da cidade. Na parte baixa, o famoso cabaré Moulin Rouge atrai turistas e frequentadores de casas noturnas.


A maioria dos hotéis não tem café da manhã incluso (custa de 7 a 12 euros em hotéis que não sejam de alto luxo). Mas Paris é um dos poucos lugares que vale a pena deixar para comer na rua. Na cidade, a “street food”, é sempre surpreendente e saborosa! Crepe salgado ou doce, croissant, macaron... são tantas delícias francesas que você encontra em cada esquina. Vale também fazer um programa tipicamente francês: sentar em um café e ficar observando a vida passar.


Apesar de circular sem rumo na cidade ser muito bom, é preciso também ter um certo planejamento para conhecer as principais atrações turísticas. No nosso segundo dia nos programamos para conhecer o museu do Louvre, com suas 35 mil peças em exposição. Entre elas a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, que fica no final do tour pelo museu. Recomendo que você alugue um audioguia, ter sempre o mapa do museu em mãos e escolher o que mais interessa no acervo para otimizar o tempo.


No museu do Louvre são 35 mil peças em exposição, entre elas a Mona Lisa (Foto: Carla Passos)

No museu do Louvre são 35 mil peças em exposição, entre elas a Mona Lisa (Foto: Carla Passos)


Nesse dia também avistamos outro grande postal parisiense, a Ópera ou Palais Garnier, com seu interior rebuscado em tons de vermelho e dourado, revela toda a opulência da segunda metade do século 19, quando foi construída. É possível fazer um tour por seus bastidores, mas a melhor maneira de conhecê-la é mesmo assistindo um espetáculo.


No nosso terceiro dia em Paris, subimos a colina de Montmartre para visitar a Basilique du Sacré-Coeur, que começou a ser construída em 1875 e descortina uma das vistas mais famosas de Paris. Não sem razão, sua escadaria (com mais de 200 degraus!) está sempre cheia de gente. Depois seguimos para outro ícone imperdível: as Galleries Lafayette, inauguradas em 1895 com sua emblemática cúpula de vidro a 33 metros de altura.


No final da tarde fomos conhecer um dos maiores cartões-postais de Paris, a Notre Dame, na Île de La Cité, erguida entre os séculos 12 e 14. Como todos sabem, infelizmente ela foi devastada por um incêndio no dia 15 de abril de 2019. Os trabalhos de reconstrução estão a pleno vapor, mas ela está fechada para visitação por tempo indeterminado.


Tivemos a sorte de quando estávamos em Paris, assistirmos a um show de música e luz refletidas na Notre Dame. Realmente algo inesquecível! Quando for ao local, reserve um pouco mais de tempo para curtir o bairro e jantar em um dos restaurantes da região. Adorei a atmosfera do lugar!


O quarto dia começou com um passeio pelo Jardim de Luxemburgo, que está intimamente ligado à história da realeza francesa desde o século 17. É, provavelmente, o mais bonito e imperdível da cidade, recheado de gramados gostosos, lagos e construções imponentes. Estrategicamente localizado entre o Louvre e a Place de la Concorde, de onde parte a Champs-Elysées.


Não deixe de curtir um fim de tarde esperando as luzes da Torre Eiffel acenderem (Foto: Carla Passos)

Não deixe de curtir um fim de tarde esperando as luzes da Torre Eiffel acenderem (Foto: Carla Passos)


Tanto quanto a Torre Eiffel, o Rio Sena é um ícone de Paris. A cidade proporciona belíssimas vistas do rio. Uma dica também é fazer um passeio de barco e um passeio de barco pelo Sena. Existe até um tour noturno, bastante elogiado que inclui jantar. Mas nós resolvemos sentar no final da tarde às margens do rio para apreciar a vista da torre tomando um vinho para nos aquecermos do frio do outono.


Reservamos um dia para conhecer o outlet La Vallée Village que fica fora da Cidade. Você só precisa pegar um RER, o mesmo que leva até a Disneyland de Paris. Situado na saída de um imenso shopping, o Val d'Europe, o La Vallée reúne lojas de várias marcas famosas. Lá você vai encontrar preços bem mais em conta do que nas mesmas lojas em Paris. 


Versalhes
Antes de visitar Paris, recomendo que você assista à série Versalhes, que gira em torno da trajetória do rei Luís XIV. É muito interessante chegar no local já conhecendo um pouco da história.


A Galeria dos Espelhos no Palácio de Versalhes é de tirar o fôlego (Foto: Carla Passos)

A Galeria dos Espelhos no Palácio de Versalhes é de tirar o fôlego (Foto: Carla Passos)


Reserve um dia inteiro para visitar o Palácio e seus jardins. O Château de Versailles fica a cerca de 20 quilômetros de Paris. Uma das maneiras mais fáceis de chegar até lá é através da linha de trens regionais RER C, um percurso feito em cerca de meia hora.


A ideia em Versalhes é viajar diretamente ao século dos exageros retumbantes e do requinte extremo do rei Luís XIV e da rainha Maria Antonieta. No auge de sua megalomania, foram instalados ali nada menos que seis mil membros da corte – não sem razão foram construídos 700 quartos no palácio.


O reinado de Luis XIV foi um dos mais longos e marcantes da história da Europa. Ao mesmo tempo que construía o palácio mais bonito do mundo, o rei consolidou a monarquia absolutista na França, tornando o país uma das maiores potências europeias nos anos seguintes.


Depois de fazer um tour pelo palácio, vá conhecer os seus jardins, projetados por André Le Nôtre. Depois de apreciar lindas paisagens que rendem belas fotos, recomendo que você sente em um restaurante envidraçado na beira do lago e beba uma taça de vinho.


Confira mais dicas, em vídeo, AQUI


Bon Voyage!

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