Viajar para a Europa no verão: o que mudou nas regras de entrada em 2026
EES em plena operação, ETIAS previsto para o fim do ano e seguro obrigatório estão entre os pontos que exigem atenção no planejamento
Quando as temperaturas começam a cair no Brasil, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, muitos viajantes já começam a pensar em uma alternativa para aproveitar a estação de um jeito diferente.
Como o inverno no hemisfério sul coincide com o verão no hemisfério norte, a Europa se torna um destino bastante atrativo para quem deseja fugir das baixas temperaturas.
No entanto, planejar uma viagem para curtir o verão europeu vai muito além da compra das passagens e da escolha dos looks. Antes de embarcar, é importante entender as mudanças nas regras de entrada, os documentos necessários e quais cuidados garantem uma experiência mais tranquila.
Quando o frio chega aqui, a Europa vira destino
O planejamento de viagem para a Europa no inverno brasileiro costuma começar com a busca por destinos que ofereçam uma experiência diferente. Enquanto o Brasil enfrenta os meses mais frios do ano, países europeus passam pelo verão, período marcado por festivais, passeios ao ar livre e maior movimentação turística.
Apesar de parecer simples, uma viagem internacional exige atenção a alguns detalhes. Além do passaporte válido, o viajante precisa organizar documentos para viajar para a Europa, conferir regras de entrada e considerar imprevistos que podem acontecer longe de casa. Entre os principais pontos do checklist estão:
-
Conferir a validade do passaporte;
-
Organizar reservas de hospedagem e passagens de retorno;
-
Verificar as novas exigências de fronteira;
-
Contratar uma cobertura médica para viagem internacional.
Essas últimas etapas são especialmente importantes para quem pretende circular pelo Espaço Schengen, já que muitos países europeus adotam regras específicas para visitantes de fora da União Europeia.
O que mudou nas fronteiras europeias em 2026
Antes de entender o ETIAS (European Travel Information and Authorisation System), sistema de autorização de viagem desenvolvido pela União Europeia, é importante conhecer o EES (Entry/Exit System).
O EES é um sistema automatizado de registro de cidadãos de países terceiros, pessoas sem nacionalidade de um Estado-membro da União Europeia ou de países associados, que cruzam as fronteiras externas de 29 países europeus em estadias de curta duração.
De acordo com o cronograma oficial da Comissão Europeia, o sistema entrou em operação progressiva a partir do final de 2025 e consolidou sua operação plena no primeiro semestre de 2026, substituindo o carimbo manual no passaporte pelo registro digital de entradas e saídas.
Na primeira entrada em um país que utiliza a tecnologia, o viajante pode precisar fornecer dados biométricos, como foto facial e impressões digitais. A proposta é tornar o controle de fronteiras mais seguro.
Já o ETIAS será uma autorização de viagem para turistas de países isentos de visto, incluindo brasileiros. Ele não funciona como visto: o Brasil continua com isenção, mas a autorização deverá ser solicitada online antes do embarque quando entrar em vigor.
Quem está se preparando para viajar após a implementação do ETIAS, prevista para o último trimestre de 2026, deve incluir essa etapa no planejamento, assim como todos os demais documentos para viajar para a Europa.
Seguro viagem é obrigatório
Quem está no checklist final de partida precisa garantir que o seguro viagem europa esteja contratado antes do embarque. A apólice é exigência de entrada no destino e deve ser providenciada com antecedência, não é documento que pode ser obtido após o desembarque.
O seguro é obrigatório para entrar nos países do Espaço Schengen e deve oferecer cobertura mínima de 30.000 euros para despesas médicas e hospitalares, conforme o artigo 15º do Regulamento (CE) nº 810/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia. A cobertura deve abranger também repatriação sanitária.
Entre os destinos mais procurados pelos brasileiros que exigem essa proteção estão França, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Áustria, Bélgica, Grécia, Suíça e Holanda, além de outros integrantes do acordo.
Na hora de escolher a proteção ideal, vale observar coberturas além do atendimento básico, como:
-
Repatriação sanitária e funerária;
-
Assistência odontológica emergencial;
-
Cobertura para bagagem extraviada;
-
Cancelamento de viagem, conforme as regras da apólice.
Não é apenas uma exigência, é uma forma de viajar com mais segurança, especialmente durante períodos de maior movimento turístico.