Aracaju (SE), 25 de janeiro de 2026
POR: Gabriel Damásio
Fonte: Ascom Unit
Em: 16/05/2025 às 14:00
Pub.: 16 de maio de 2025

Movimento propõe uma forma mais saudável de preparar e consumir alimentos

O Slow Food, que se espalhou por mais de 160 países, propõe um ritmo bem menos acelerado e mais cuidadoso de preparação e de degustação das refeições, além de uma escolha mais criteriosa dos alimentos

O Slow Food dá prioridade a alimentos de produções agroecológicas, sistemas sustentáveis e com o mínimo de conservantes ou processos industriais - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em busca de uma melhor qualidade de vida, muitas pessoas têm procurado uma alimentação mais saudável e modificado não apenas a dieta, mas também os critérios de escolha de cada alimento, os modos de preparo e até mesmo o jeito de consumir. Este é o exato propósito do movimento Slow Food, que surgiu em 1986, na Itália, e se espalhou por mais de 160 países, incluindo o Brasil. Representado pelo desenho de um caracol, um pequeno molusco conhecido pelo rastejar vagaroso, o Slow Food promove uma alimentação consciente e prega um ritmo bem menos acelerado e mais cuidadoso de preparação e de degustação das refeições. 

“O movimento surgiu como uma resposta crítica à cultura do fast food e à padronização alimentar. Ganhou força por meio da atuação de comunidades locais e de uma rede internacional que compartilha conhecimento, práticas e valores. A partir dessa rede, o Slow Food foi se consolidando como um movimento global de valorização da comida de qualidade, da biodiversidade e da justiça alimentar”, explica a professora Luana Mendonça Cercato, preceptora de estágio do curso de Nutrição da Universidade Tiradentes (Unit). 

Essa resposta crítica veio justamente de um protesto feito contra a instalação, em Roma, da primeira filial de uma rede norte-americana de lanchonetes fast food no centro histórico de Roma. Na ocasião, um grupo de ativistas ligados à gastronomia local serviam pratos de penne e spaghetti à moda caseira para quem passava perto da lanchonete. Nos anos seguintes, vieram outras manifestações e um manifesto no qual defendiam o “direito ao prazer” e a “necessidade de um outro modo de se relacionar com um alimento”. O movimento foi formalizado como associação internacional em dezembro de 1989.

A filosofia de ação do Slow Food abrange a forma de produção dos alimentos, dando prioridade a produções agroecológicas, a sistemas sustentáveis e ao uso mínimo de conservantes ou processos industriais. De acordo com Luana, o movimento valoriza a ideia de uma alimentação que seja saborosa, nutritiva e sustentável, resgatando o prazer de comer bem, com respeito à saúde, ao meio ambiente e às tradições culturais alimentares. “Seu conceito se baseia em três pilares: o alimento deve ser bom (saboroso, nutritivo e adequado à cultura local), limpo (produzido de forma sustentável, sem agressão ao meio ambiente) e justo (com remuneração digna a quem produz e acesso democrático à comida de qualidade)”, define.

Outro ponto bastante valorizado por quem adere ao Slow Food é, principalmente, o ato de comer com atenção e prazer. Isto passa por comer lentamente e mastigar várias vezes cada porção do alimento, procurando sentir todos os sabores, cheiros e texturas do que é servido. Um jeito de comer que é recomendado pelos nutricionistas. “Ao incentivar uma alimentação mais natural e o comer devagar, o movimento favorece a mastigação adequada e a digestão mais eficiente, o que melhora significativamente a absorção de nutrientes e pode reduzir diversos desconfortos gastrointestinais, bastante presentes na atualidade”, aprova Luana.

A professora acrescenta que o armazenamento também leva em conta práticas que preservem a integridade nutricional dos alimentos e o cuidado para se evitar desperdícios. No entanto, o movimento se manifesta de forma mais concreta em dimensões como o modo de preparo, que valoriza receitas artesanais e o tempo adequado de cozimento, e a escolha de ingredientes locais e sazonais. Para ela, a adesão ao Slow Food é uma decisão saudável e impacta positivamente a qualidade de vida, ao promover uma alimentação mais equilibrada, prazerosa e consciente.

“Ao valorizar ingredientes naturais, sazonais e menos processados, contribui para a prevenção de doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão. Além disso, o ato de comer com calma e atenção melhora a digestão, reduz o estresse e fortalece os vínculos sociais e familiares à mesa. É uma escolha saudável e inteligente porque alia nutrição de qualidade, respeito ao corpo e ao meio ambiente, e consciência alimentar”, orienta Luana. 


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