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Aracaju (SE), 11 de agosto de 2026
POR: Lotti + Caldas Comunicação
Fonte: Lotti + Caldas Comunicação
Em: 11/08/2026 às 08:33
Pub.: 11 de agosto de 2026

"Conexão Juventudes" promove tour histórico e cultural pelas ruas de Aracaju

Programação especial promovida pelo Instituto JCPM, sob o tema “Identidade: entre raízes e futuros coletivos", encerra nesta quarta-feira, 12 de agosto, com encontro no Museu da Gente Sergipana

“Conexão Juventudes” promove tour histórico e cultural pelas ruas de Aracaju - Foto: Arquivo IJCPM

Há uma cidade que pulsa para além das telas. Ela está no Largo da Gente Sergipana, no Beco dos Cocos, no Mercado Thales Ferraz e na comunidade Maloca, no bairro Getúlio Vargas. Foi para esse mapa afetivo que o "Conexão nas Ruas de Ará" levou um grupo de jovens na semana passada.

A proposta era simples e instigante: desacelerar a mente, olhar, escutar, conectar-se com a cidade, com as pessoas e perceber a cultura e o conhecimento que vêm das ruas. 

Mediado pelo historiador e guia de turismo, Osvaldo Neto, o passeio conduziu alunos do Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM) por locais que contam a história de Aracaju, encerrando o percurso na comunidade Maloca, onde os jovens fizeram um ensaio aberto de teatro.

"Diariamente somos bombardeados por informações que vêm, principalmente, das telas. O 'Conexão nas Ruas de Ará' é um convite para olharmos a cidade, nos conectarmos com as pessoas que vivem nela, os lugares que contam a nossa história e as comunidades que fazem a nossa cultura. 

Essa conexão com a vida real, que pulsa nas ruas, é fundamental para a construção de conhecimento e o desenvolvimento da criatividade", afirma Danielle Santana, coordenadora de Gestão e Articulação Social do IJCPM em Aracaju.

Quilombo urbano

A experiência, para quem viveu o percurso, foi além do passeio. "Vivemos um dia incrível porque a gente conheceu mais sobre a cultura sergipana. Ver o Beco dos Cocos revitalizado, o local onde o senhor João Carlos Paes Mendonça criou o seu primeiro comércio em Aracaju, visitar o mercado municipal, conhecer parte da nossa história, essa conexão com a nossa identidade, com a nossa cultura, tudo isso foi muito interessante e importante para a minha formação, já que estou estudando Jornalismo", conta Juliana Cristine, universitária de 23 anos, moradora do bairro Atalaia, que participa da oficina de teatro do Instituto.

A passagem pela Maloca marcou a jovem, que nunca havia visitado o segundo quilombo urbano reconhecido pela Fundação Cultural Palmares, do governo federal. "Foi a primeira vez que eu vim à Maloca e conhecer a comunidade, a sua história, foi muito enriquecedor. 

Fizemos um ensaio aberto da nossa peça e estava ali o pessoal da própria comunidade observando a gente. Ter essa troca, assim, tão próxima, foi muito interessante", relata.

Identidade, raízes e futuros coletivos

O "Conexão nas Ruas de Ará" integra a programação do "Conexão Juventudes", promovido anualmente pelo IJCPM, que atua em Aracaju desde 2016 contribuindo com a formação e a empregabilidade de jovens de 16 a 24 anos, estudantes ou ex-alunos da rede pública. 

Neste ano, o evento estrutura-se em torno do tema "Identidade: entre raízes e futuros coletivos" — um convite para que os jovens reflitam sobre quem são, de onde vêm e que mundo desejam construir.

Esse entendimento também norteou a construção das oficinas de férias de teatro, dança, fotografia, penteados e outros temas, que acontecem até o dia 12 de agosto. O encerramento de toda essa programação especial acontecerá no Dia Internacional da Juventude no Museu da Gente Sergipana. 

Nesta quarta-feira, a partir das 13h30, haverá debate, oficinas de crochê, biojoias e máscaras cênicas, além de apresentações culturais. "A programação é voltada para os jovens do Instituto, mas o convite é para que toda a sociedade faça esse exercício de olhar com atenção para a cidade, as pessoas e para as nossas raízes identitárias", destaca Danielle Santana.

A expectativa é que a cidade seja revelada, passo a passo, a cada jovem que redescobre o próprio chão por onde pisa. "O futuro se constrói a partir do diálogo profundo com aquilo que nos antecede. 

Quando um jovem conhece a história do quilombo urbano Maloca ou visita o Largo e o Museu da Gente Sergipana, ele não está apenas fazendo um passeio — está descobrindo que sua própria história também pode ser escrita com pertencimento e potência", acrescenta a coordenadora.

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