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Aracaju (SE), 09 de abril de 2026
POR: Ana Paula Machado
Fonte: Assessoria
Em: 09/04/2026 às 11:10
Pub.: 09 de abril de 2026

Projeto leva saberes de terreiro e do mangue para escola em Aracaju durante o Abril Verde

Projeto leva saberes de terreiro e do mangue para escola em Aracaju durante o Abril Verde - Foto: Zak Moreira/Assessoria

O projeto “Mulheres de Mar - Encruzilháguas de Saberes” inicia um novo momento em sua trajetória ao levar para o ambiente escolar os saberes construídos no território da comunidade da Zenza, em Areia Branca, zona de expansão de Aracaju. A ação acontece nos dias 11 e 25 de abril, na Escola Municipal de Educação Infantil - EMEF Florentino Menezes, integrando a programação do Abril Verde, mês de combate ao racismo e à intolerância religiosa em Sergipe.

Desenvolvido pelo Ilê Àṣẹ Iyá Agbá L’odò Omiró em parceria com o Instituto Aláfia Social / Casa de Mar - Ponto de Cultura, o projeto realizou, na primeira etapa, um ciclo de encontros com mulheres marisqueiras, mulheres de terreiro e moradoras da comunidade, fortalecendo saberes tradicionais, experiências de vida e reflexões sobre identidade, território e enfrentamento ao racismo religioso.

Agora, esses conhecimentos atravessam os muros da Casa de Mar e chegam à escola por meio da articulação com a iniciativa “Casa de Mar vai à escola”, promovendo o encontro entre comunidade e espaço educativo. A proposta leva para dentro da escola práticas e saberes construídos coletivamente a partir das vivências do território - como o uso de ervas medicinais, práticas ancestrais de cuidado, relação com o mangue e experiências das culturas de matriz africana -, ampliando o diálogo com estudantes e educadores.

A ação integra o Abril Verde, instituído pela Lei Estadual nº 9.404/2024, que estabelece o mês de abril como período de mobilização para o enfrentamento ao racismo religioso e à intolerância religiosa, por meio de atividades educativas, culturais e formativas em escolas e comunidades.

Nesse contexto, o projeto contribui diretamente para a construção de uma educação antirracista e comprometida com a diversidade, ao reconhecer os saberes tradicionais como parte fundamental da formação social e cultural.

Além das discussões sobre racismo religioso, os encontros também abordam temas como saúde a partir dos saberes tradicionais, práticas de cuidado com ervas, preservação ambiental e a relação com o mangue, valorizando o conhecimento das mulheres marisqueiras, dos povos de terreiro e da comunidade local.

Ao promover essa circulação de saberes, o projeto reafirma o bairro Areia Branca como território vivo de memória, resistência e produção de conhecimento, fortalecendo o protagonismo das mulheres e incentivando o envolvimento da comunidade escolar na construção de uma cultura de respeito, diversidade e direitos humanos.

A iniciativa é realizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Edital nº 011/2024 - Cultura Viva (Pontos e Pontões de Cultura), executado pela FUNCAJU.


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