Orsse abre Série Cajueiros 2026 com o concerto 'Sopros da Tradição'
Apresentação acontece no Teatro Tobias Barreto e contará com regência e solo do oboísta Alex Klein
A Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) apresenta, no próximo dia 9 de abril, às 20h, no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, o concerto 'Sopros da Tradição'. A apresentação marca a abertura da Série Cajueiros 2026 e contará com regência e solo do oboísta convidado Alex Klein.
O concerto propõe uma experiência de escuta que evidencia a continuidade entre diferentes períodos da música europeia, estabelecendo conexões entre o classicismo, o romantismo e releituras posteriores dessa tradição.
O programa tem início com a abertura da ópera As Bodas de Fígaro, de Wolfgang Amadeus Mozart, marcada pela clareza formal e dinamismo característicos do período clássico. Em seguida, a orquestra interpreta a Sinfonia nº 3 em Ré maior, de Franz Schubert, obra que mantém a estrutura clássica, mas amplia o lirismo e antecipa elementos do romantismo.
Encerrando a noite, o público acompanha o Concerto para oboé, de Richard Strauss, no qual o instrumento solista assume protagonismo em uma escrita refinada e expressiva, estabelecendo um diálogo entre tradição e modernidade.
Ao longo do programa, o sopro se destaca como elemento central, simbolizando a continuidade da linguagem musical e conectando diferentes momentos históricos por meio da sonoridade e da expressividade.
A Orsse é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap/SE).Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do teatro e na plataforma Sympla, com valores de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).
Sobre o regente e solista convidado
Reconhecido como um dos principais oboístas da atualidade, Alex Klein iniciou seus estudos musicais em seu país natal aos 9 anos, continuando no Conservatório de Música de Oberlin e no Instituto Curtis em Filadélfia.
Klein ganhou destaque internacional ao receber um Grammy Award pela gravação do Concerto para Oboé, de Richard Strauss, com a Orquestra Sinfônica de Chicago, sob regência de Daniel Barenboim. Foi Solista de Oboé da orquestra por nove anos e, em 2017, recebeu o título de Solista Emérito, concedido por Riccardo Muti. Também foi premiado em competições em Genebra, Tóquio, Nova York e Praga, e atua como jurado em concursos internacionais.
Após deixar a Sinfônica de Chicago devido à distonia focal, passou a se dedicar à formação de jovens músicos, criando projetos como a FEMUSC (2006), o Festival Internacional de Música de Câmara de São Paulo (2009) e o PRIMA (2012). Depois de reabilitar sua técnica, retornou à orquestra em um processo considerado pela Chicago Magazine como uma das maiores reviravoltas da música clássica.
Este ano, Alex Klein estará no Brasil (Santa Catarina, Sergipe, Rio Grande do Sul e São Paulo), na Rússia (Moscou, Sochi e Nizhny Novgorod), Estados Unidos (Boston, Topeka), Hungria, Espanha, República Tcheca, China (Urumqi e QingDao), e Oceania, sendo regularmente convidado a ensinar master classes e recitais em universidades norte-americanas, européias, latinoamericanas e asiáticas. Klein gravou dezenas de álbuns com a Sinfônica de Chicago e como solista e músico de câmara, com elogios da crítica.
Seu último CD, lançado este ano pela Cedille Records, com sonatas do século XX para oboé e piano, foi indicado ao Grammy por 'Produtor do Ano' e foi elogiado pelo crítico David Canfield para a Fanfare Magazine: "Na minha opinião, tocar oboé simplesmente não fica melhor do que isso ”.
Série Cajueiros
A Série Cajueiros constitui o eixo central da programação da orquestra, reunindo concertos no Teatro Tobias Barreto com repertórios que transitam entre obras consagradas e a participação de solistas convidados, contribuindo para a formação e ampliação de público para a música de concerto em Sergipe.