Prefeitura de Socorro realiza capacitação com pessoas cadastradas no programa "Família Acolhedora"
A capacitação foi voltada para pessoas que demonstraram interesse em acolher crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem por medida protetiva
A Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro, por meio da Secretaria Municipal da Família, da Inclusão e da Assistência Social (Semfas), realizou uma capacitação com pessoas cadastradas no programa “Família Acolhedora”. Este é um serviço de acolhimento provisório para crianças e adolescentes afastados temporariamente de sua família de origem, por medida de proteção. A partir disso, essas pessoas capacitadas se tornam aptas perante o Ministério Público para acolher crianças e adolescentes em sua residência.
O secretário municipal da Assistência Social, Gledson Oliveira, explicou que, além da capacitação, essas famílias recebem acompanhamento técnico e suporte da rede socioassistencial para oferecer um ambiente seguro, afetivo e protetivo, além de auxílio financeiro. “As famílias concluíram o processo de capacitação realizado pela Secretaria e, agora, estão preparadas e aptas para acolher temporariamente crianças e adolescentes que necessitem de um ambiente familiar. Com essa etapa concluída, o Município comunicará oficialmente à Justiça que já conta com famílias habilitadas para o Serviço de Família Acolhedora, um passo importante, dado pela atual gestão”, afirma Gledson.
A coordenadora do Família Acolhedora, Giselle Queiroz, disse que esta é mais uma etapa do processo de avaliação e habilitação para o acolhimento de crianças e adolescentes. Segundo ela, esse processo acontece de forma gradual. Inicialmente, as famílias passam por entrevista com a equipe técnica, momento em que apresentam suas motivações, expectativas, composição e dinâmica familiar. Em seguida, é realizada a visita domiciliar, possibilitando à equipe conhecer o ambiente familiar, orientar os candidatos e avaliar as condições para o acolhimento.
“Após essas etapas, acontece a capacitação, desenvolvida por meio de uma metodologia participativa, com diálogo, reflexão, estudos de situações e atividades práticas. Foram abordados temas relacionados aos direitos da criança e do adolescente, funcionamento do Serviço, responsabilidades da família acolhedora, desenvolvimento infantil e adolescente, vínculos, perdas, comportamentos desafiadores, relação com a família de origem, reintegração familiar e desligamento”, detalhou Giselle.
Ainda segundo Giselle, durante o treinamento, as famílias também foram preparadas para situações que poderão vivenciar no cotidiano, compreendendo que acolher não é adotar, mas oferecer cuidado, proteção, afeto e segurança durante um período determinado, respeitando a história e os vínculos da criança ou do adolescente.
Cadastrada no programa, Paula Gomes disse que está abraçando a causa socioassistencial e que esse treinamento ajuda bastante. Ela comentou ainda que seu intuito é garantir que esse adolescente ou essa criança receba todo carinho e atenção que precisam, enquanto estiverem sob seus cuidados. “Esse é um projeto edificante. Minha perspectiva é que avance, cresça e faça prosperar tanto a mim, enquanto cidadã, e ao jovem ou criança que vou receber de braços e coração abertíssimos para ele", garante.