Fim da espera: Campus da UFS em Laranjeiras passará por reforma de R$ 1,3 milhão
O reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), professor André Maurício, assinou, na última sexta-feira (15), a licitação para reforma do Campus Laranjeiras. O lançamento da licitação ocorreu no hall da instituição, que receberá um investimento de R$1,3 milhão distribuídos em obras estruturais e reparos voltados à acessibilidade.
Entre as ações previstas na licitação estão a instalação de rampas e revestimentos acústicos, manutenção de plataformas, tratamento da sonorização, e a reformulação estrutural do auditório. O reitor da universidade destacou a importância de garantir um campus mais acessível e adequado, proporcionando melhores condições para que os estudantes desenvolvam sua trajetória acadêmica.
“O Campus Laranjeiras teve a sua última reforma feita há 15 anos, então sabemos da necessidade dela. Pretendemos fazer uma reforma grande que cumpra com a proposta de acessibilidade, colocação de plataformas. Então, nesse dia muito feliz, justamente no aniversário da Universidade Federal de Sergipe, é gratificante trazermos uma perspectiva de que essa obra ocorra o mais rápido possível.”, afirmou.
O prefeito em exercício de Laranjeiras, Luciano dos Santos, pontuou o trabalho da instituição e reforçou a importância do investimento para a cidade. “A satisfação é muito grande em receber a notícia da reforma da Universidade Federal de Sergipe no campus de Laranjeiras. É um motivo de orgulho para todos nós. Laranjeiras acolhe essa iniciativa como uma grande conquista para a cidade, que já vem sendo beneficiada e será ainda mais impactada, especialmente nas áreas da cultura, do turismo e no desenvolvimento local”.
“Temos alguns problemas de manutenção e infraestrutura, que agora serão sanados nessa primeira etapa. Estamos precisando de reforma do auditório, pintura externa, e melhorias de acessibilidade principalmente. É uma reforma que vai trazer muitos benefícios para o campus e para a comunidade laranjeirense”, avaliou o diretor do Campus Laranjeiras, César Henriques Matos.
Para os discentes do Campus Laranjeiras, iniciativas voltadas à melhoria da infraestrutura e, em especial, à adequações destinadas a alunos com deficiência, representam um avanço significativo na construção de uma universidade mais justa e acolhedora.
“Temos professores e alunos com deficiência que dependem dessas condições para circular e participar plenamente das atividades acadêmicas. No entanto, a falta de estrutura ainda é um obstáculo real. Além disso, temos o fato de que vagas destinadas a pessoas com deficiência muitas vezes não são ocupadas, justamente pela ausência de condições adequadas no campus”, ressaltou a estudante de arquitetura e urbanismo, Renata Mendes.
Colegas de curso, Clarice Borges e Bianca Andrade contam que as reformas impactarão diretamente a vida acadêmica e social. “A estrutura atual está bastante degradada, tanto nos espaços culturais quanto no auditório. São locais vitais não apenas para a universidade, mas também para a cidade, já que a comunidade externa também utiliza o espaço. O campus tem um grande valor histórico e cultural, e merece uma estrutura à altura. Para nós, que passamos grande parte do tempo aqui, é essencial estar em um ambiente que ofereça conforto, segurança e inclusão”, destacaram.
A arquiteta da universidade, Juliana Brandão, afirma que, na primeira fase de reformas, serão priorizadas intervenções de maior porte. “O campus já vem demandando há um bom tempo a questão de reforma, principalmente na parte de acessibilidade. A plataforma quebrada, por exemplo, será contemplada agora nessa primeira etapa das modificações. Também será realizada uma pintura, o que era esperado há muito tempo. É uma manutenção estrutural e estética também, então a questão visual sempre é importante, sempre dá um conforto melhor”.
Funcionária há 13 anos, Roseilde Santos, explica que a expectativa da reforma é de potencializar o teor acolhedor e social da universidade. “É esperado uma grande melhora, não só na parte estética, mas também nas salas de aula e no ambiente como um todo. Para os alunos, um campus bonito chama mais atenção e valoriza ainda mais a vivência acadêmica. A reforma também pode aproximar a comunidade, que muitas vezes se sente tímida em acessar a universidade, sem perceber que esse espaço também é para ela”.