Prefeitura de Aracaju promove palestra de combate ao Bullying para professores da rede municipal
O dia 07 de Abril é o dia nacional de combate ao Bullying e à violência nas escolas. Em sinal de conscientização sobre esse dia e a temática, a Secretaria Municipal da Educação (Semed), nesta terça-feira, 07, organizou na Escola Juscelino Kubitschek, no bairro Coroa do Meio, uma palestra de conscientização de combate ao Bullying. O evento foi destinado para os professores da rede municipal com o intuito de capacitá-los a identificar, prevenir e intervir de forma eficiente em casos de Bullying.
O Bullying nas escolas é a violência de um aluno contra o outro que pode ser praticado a partir de agressões físicas, verbais, por meio de apelidos maldosos e insultos, ou de maneira moral com humilhações e discriminações. A Educação de Aracaju trabalha a temática com frequência nas unidades da rede, uma vez que entende que a prevenção a essa violência é um trabalho constante e envolve o coletivo das famílias, escola, estudantes e sociedade em geral para o combate.
A palestra foi realizada pelo projeto Stop Bullying, que visa combater o Bullying e ajudar os jovens vítimas que podem desenvolver casos de ansiedade e depressão decorrentes dessa violência. O palestrante Edmilson de Oliveira, explicou para os docentes da rede que é necessário ter atenção redobrada com o aluno para identificar os sinais de prontidão das vítimas, precisando estabelecer um diálogo e uma relação de confiança para que a criança ou adolescente se sinta confortável para relatar o que está passando.
“É crucial que pais e professores estejam atentos aos sinais de que alunos e filhos possam estar sofrendo. Um dos sinais é o isolamento social, o adolescente que sofre bullying pode apresentar ansiedade, medo de ir à escola e comportamento rebelde ou agressivo. Esses são indícios de que algo está afetando o aluno e ele não sabe como lidar com a situação. Nós também orientamos os alunos, ensinando-os a se valorizar, reconhecendo sua importância e potencial para superar as dificuldades”, explica o voluntário do projeto Stop Bullying, Edmilson Oliveira.
A coordenadora pedagógica da Escola José Conrado de Araújo, no bairro São Conrado, Ivanilde Meneses, entende que o bullying é infelizmente uma prática recorrente nas escolas e que é uma violência carregada de preconceitos. “Estamos a todo momento orientando os nossos alunos sobre o que é bullying e até que ponto é uma brincadeira. Os alunos com deficiência e que têm Transtorno do Espectro Autista são vítimas de bullying e silenciados, muitas vezes eles não conseguem se expressar, mas pelo comportamento conseguimos reconhecer e acolher”, afirma.
A professora da Escola João Oliva Alves, no Santa Maria, Rivania Rocha, esclarece que em sua unidade escolar é desenvolvido um trabalho de combate ao Bullying a partir da conscientização e incentivo ao respeito mútuo entre os alunos, abordando os efeitos prejudiciais para a vítima e para o agressor. “Consideramos essencial o tratamento contínuo desse tema, especialmente em períodos dedicados à conscientização sobre o Bullying. Acreditamos que a abordagem constante e o diálogo permanente são fundamentais para prevenir a reincidência dessa prática, dirigindo nossa atenção, em particular, aos adolescentes, que vivenciam transformações emocionais significativas nessa fase da vida”, conclui.