Aracaju (SE), 20 de janeiro de 2021
POR: Assessoria de Imprensa Unit
Fonte: Assessoria de Imprensa Unit
Em: 01/12/2020 às 07h01
Pub.: 01 de dezembro de 2020

Pesquisadora da Unit é reconhecida como uma das cientistas mais influentes na área Química da América do Sul


A professora Elina Caramão é docente do Programa de Biotecnologia Industrial da instituição de ensino há mais de cinco anos, pesquisadora 1A do CNPq e, atualmente, desenvolve pesquisas com biomassa e bio-óleo de plantas brasileiras.


A professora Elina Caramão é docente do Programa de Biotecnologia Industrial da Unit (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

A professora Elina Caramão é docente do Programa de Biotecnologia Industrial da Unit (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)


A pesquisadora Elina Caramão vem galgando, ao longo dos anos, grandes conquistas. São mais de 40 anos de dedicação à área Química desde a sua formação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Docente do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia Industrial da Universidade Tiradentes há mais de cinco anos, foi destaque na “The Power List 2020“, que reconhece os cientistas mais influentes na área de Química Analítica em todo o mundo. A pesquisadora foi indicada entre os dez da América do Sul.


Para Elina, a premiação foi uma grande surpresa. “Fui informada por uma das minhas ex-alunas que está na Bélgica trabalhando com um dos pesquisadores que também está na seleção de indicados deste ano. Não tinha noção do alcance deste prêmio, percebi que grandes nomes internacionais estão citados nos diversos países, e isso me deixou muito feliz”, declara. 


A “Power List” é divulgada anualmente e, em anos anteriores, escolhia os 100 melhores do mundo. Para esta edição, foram indicados 60 cientistas no total, sendo 10 entre os continentes da Ásia, Austrália, Europa, África, América do Norte e América do Sul. Os vencedores foram indicados por leitores e por um painel de juízes independentes.


A pesquisadora, que já orientou mais de 25 teses de doutorado e 20 dissertações de mestrado, é mestre em Engenharia de Materiais também pela UGRGS e doutora pela Universidade de São Paulo – USP – Campus de São Carlos. Além disso, desde 2018, é bolsista de Produtividade em Pesquisa 1A, nível mais elevado, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.


“Sempre quis trabalhar com pesquisa e graduação, pois acho que é uma forma de sempre inovar. Não gosto de rotina. Na UFRGS, atuei por 37 anos como docente, recebi bolsa CNPq de produtividade, desde meu primeiro ano após o doutorado, por minhas atuações na pesquisa. Orientei muitos alunos de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Muitos destes alunos são hoje meus colegas, como a professora Laíza Krause e o professor Thiago Bjerk, ambos na Unit e no PBI”, salienta.


“Desde quando cheguei à Unit, tive alguns sucessos, como o recebimento, em 2016, da medalha COLACRO de reconhecimento de minha atuação na área de Cromatografia. Claro que este foi o coroamento de um trabalho realizado majoritariamente na UFRGS, mas só foi recebido quando já estava na Unit. Além disso, em 2018, passei a pesquisadora 1A do CNPq, também devido à minha trajetória. Essa classificação é muito disputada”, enfatiza Elina


“Em 2019, consegui trazer para a Unit um dos congressos mais importantes do mundo na área de Cromatografia, o COLACRO XVII. Foi uma das maiores realizações da minha vida, e o Congresso foi um sucesso. A Unit recebeu, durante sete dias, a nata da pesquisa na ciência cromatográfica. Acredito que minha trajetória e estes relacionamentos internacionais foram importantes nesta conquista”, acrescenta.


A pesquisadora tem experiência em Química, com ênfase em Química Analítica e atua principalmente em temas, como a Cromatografia, Espectrometria de Massa, Combustíveis e Biocombustíveis, Biomassa e Produtos Naturais. Atualmente, o foco de suas pesquisas é com biomassa e bio-óleo de plantas brasileiras com ênfase na região Nordeste, especialmente coco, café e cana.


“Também estou trabalhando com extratos de plantas dessa região com finalidade farmacológica ou alimentar. Mais recentemente, comecei um trabalho com produtos derivados de bactérias do Mangue. Em paralelo, desenvolvo um projeto com a Petrobras na área de pirólise de biomassa e faço parte do comitê gestor do INCT de Energia e Ambiente, coordenado pelo professor Jailson Bitencourt, com alguns estudos sobre as consequências do derramamento de óleo no litoral nordestino”, finaliza.

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