14 de maio de 2020
POR: Assessoria de Imprensa Unit
Fonte: Assessoria de Imprensa Unit
Em: 14/05/2020 às 14h09

Pandemia revela a urgência de um novo olhar para a sustentabilidade


A pandemia do novo coronavírus chegou de forma avassaladora a todo o mundo. A Covid-19 mudou hábitos e a perspectiva para o futuro, mas como será que o mundo passará a tratar a questão da sustentabilidade? Será que já podemos perceber alguma mudança? 


Docente e coordenadora do Programa de Meio Ambiente da Universidade Tiradentes, Luciana Rodrigues (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

Docente e coordenadora do Programa de Meio Ambiente da Universidade Tiradentes, Luciana Rodrigues (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

“A sustentabilidade tem um conceito complexo e precisa ser melhor trabalhada em uma sociedade que a leva de forma muito simplista. Perpassa pelo econômico, social e questões ambientais”, afirma a docente e coordenadora do Programa de Meio Ambiente da Universidade Tiradentes, Luciana Rodrigues. 


“A população precisa entender o tripé da sustentabilidade. O caos se instaurou rapidamente, e as pessoas, em sua maioria, não questionam as causas. Precisamos compreender os fatores e entender que cada um tem a sua parcela de contribuição. O problema é mundial, e partimos do pressuposto que tem relação com as atitudes de cada indivíduo”, declara. Luciana é doutoranda no Programa de Saúde e Ambiente da Unit.


Apesar da mudança de comportamento e a busca por hábitos mais saudáveis, ainda há muito o que se pensar para o futuro. “A geração do lixo, por exemplo, é muito importante enfatizar. Como a população tem gerado, tratado e descartado esse lixo? Infelizmente, as pessoas têm descartado as máscaras nas ruas sem saber se aquele material está contaminado ou não. O consumo de água também tem aumentado significativamente. Então, ainda precisamos encontrar um equilíbrio e amadurecer com tudo isso”, enfatiza.


“Precisamos ampliar de fato a sustentabilidade como um todo e não apenas uma parte. A frase do Papa Francisco que dizia que não podemos querer ser saudáveis em um planeta doente nunca fez tanto sentido”, salienta.


“Uma das grandes diferenças entre os países desenvolvidos é que as pessoas conseguem compreender a importância do todo. Não é que eles não passaram pelo problema. Passaram, porém, com menos perdas, menos mortes e agora já estão podendo voltar à sua vida no cotidiano”, complementa. 


E, quando a rotina voltar à normalidade? Como ficará o olhar sobre para a sustentabilidade. “Como uma pessoa otimista, acredito que vamos mudar, e esta mudança precisa ser para melhor. A humanidade precisa ser melhor com todos os aprendizados deste período, utilizando o tempo ao nosso favor e articulando as nossas ideias”, finaliza Luciana. 

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