04 de outubro de 2019
POR: Governo de Sergipe
Fonte: Governo de Sergipe
Em: 04/10/2019 às 00h00

Praia da Coroa do Meio é interditada para banhistas


Adema recomenda que a população evite os locais atingidos pela substância oleosa.


Praia da Coroa do Meio é interditada para banhistas (Foto: Marcos Rodrigues/ Governo de Sergipe)

Praia da Coroa do Meio é interditada para banhistas (Foto: Marcos Rodrigues/ Governo de Sergipe)


As manchas de óleo tomaram as areias das praias da capital sergipana e parte da Grande Aracaju. Equipes da Administração Estadual de Meio Ambiente, Adema, estão percorrendo todo o litoral do estado para avaliar os estragos na costa, causados pela chegada dessa substância oleosa em todo o litoral nordestino.


As primeiras manchas apareceram no litoral de Pernambuco, no dia 2 de setembro e desde estão vem se espalhando pelo Nordeste, já tendo atingido hoje, 4, todos os estados da região. O diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, disse que o trabalho do órgão ambiental do Governo do Estado iniciou no dia 24 de setembro, quando foram encontradas as primeiras manchas em Sergipe. "Estamos fazendo a análise da água para testar a balneabilidade de cada uma. As partes das praias onde foram encontradas as manchas serão isoladas. As equipes trabalham sob regime de plantão para fazer a coleta da água e amanhã teremos o resultado da balneabilidade, mas hoje elas ficarão interditadas para que as equipes possam fazer o trabalho no que se refere a esses impactos”, explica.


O trabalho é feito em conjunto pela Adema, Ibama, Marinha e as empresas parceiras.  O laboratório da Marinha, que fica no estado do Rio de Janeiro, está fazendo análises diárias das coletas de amostras dos locais afetados pelo óleo. “Temos 20 coletas feitas de todos os estados com alguns resultados preliminares. Segundo os primeiros dados se trata de petróleo cru e não é não é da bacia sedimentar do Brasil. As investigações são comandadas tanto pela Marinha, quanto pela Polícia Federal", finaliza o presidente da Adema.


Hoje à tarde haverá uma reunião de crise com um especialista do Ibama nesta área, que vem para Sergipe ajudar na investigação das características da substância oleosa encontrada na costa.

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