Aracaju (SE), 31 de outubro de 2020
POR: Assessoria de Imprensa Unit
Fonte: Assessoria de Imprensa Unit
Em: 30/09/2020 às 13h00
Pub.: 30 de setembro de 2020

Revistas científicas da base de dados Qualis para a área de Educação não alcançam destaque internacional


Essa foi a conclusão de um estudo publicado em um dos principais periódicos internacionais sobre sintometria, área da ciência que analisa a ciência.


Revistas científicas da base de dados Qualis para a área de Educação não alcançam destaque internacional (Imagem: Divulgação/ Assessoria de Imprensa Unit)

Revistas científicas da base de dados Qualis para a área de Educação não alcançam destaque internacional (Imagem: Divulgação/ Assessoria de Imprensa Unit)


O artigo Analysis of the international impact of the Brazilian base Qualis” Education  (Análise do impacto internacional da base brasileira “Qualis” -Educação), publicado no Scientometrics, um dos principais periódicos internacionais sobre sintometria (área da ciência que analisa  a ciência)
revelou que, no campo da educação,  o modelo brasileiro,  apesar dos esforços, tem prejudicado a ciência brasileira.


Fábio Gomes Rocha, Coordenador dos cursos de computação da Unit e no ITP do LACIA, Mestre em Computação (UFS) e Doutor em Educação (UNIT) - Foto: Assessoria de Imprensa Unit

Fábio Gomes Rocha, Coordenador dos cursos de computação da Unit e no ITP do LACIA, Mestre em Computação (UFS) e Doutor em Educação (UNIT) - Foto: Assessoria de Imprensa Unit

O estudo produzido pelo Mestre em Computação (UFS) e Doutor em Educação (UNIT), Fábio Gomes Rocha, coordenador dos cursos de computação da Unit e no ITP do LACIA,  com co-autoria dos pesquisadores,  Rosimeri Ferraz Sabino,  da Universidade Federal de Sergipe e Alejandro C. Frery, da  Victoria University of Wellington, Wellington, New Zealand, analisou em um ano, mais de quatro mil periódicos classificados na última base Qualis brasileira disponível, período 2013-2016.


“Quanto às três etapas de desenvolvimento da qualidade dos resultados científicos, quais sejam, produtividade, popularidade e influência, atualmente, o Qualis Educação preocupa-se apenas com a produtividade. A estratificação Qualis-Educação não tem alinhamento internacional”, revela o Prof. Dr.Fábio Gomes.


Os pesquisadores compararam e correlacionaram índices bibliométricos das revistas utilizando dados Scopus e Web of Science (WoS), em busca de respostas para questões como “a base Qualis para  educação, tem um alinhamento com os fatores de impacto internacional?”, “a base promove internacionalização dessa pesquisa brasileira?” e ainda, “a base reflete impacto das revistas?”.


“Quando se questiona se base Qualis está alinhada para a educação, a resposta é não, pois as proporções são díspares e as medidas internacionais de qualidade não se correlacionam com os estratos que tem no Qualis. No que diz respeito à base promover internacionalização, a resposta também é não, já que o número de periódicos que tem impacto nas bases internacionais é relativamente baixo. Se a base reflete impacto das revistas no campo da educação?  A resposta é, também, não, já que os periódicos que estão no Qualis com estratos mais baixos, às vezes, têm maior impacto nas bases internacionais. Então, isso mostra que a forma que o Qualis está sendo utilizado não tem promovido às pesquisas brasileiras impacto internacional e nem visibilidade”, considera.
 
Fábio Gomes explica que o impacto de uma revista implica na sua internacionalização, padrão adotado mundialmente. O assunto vem ganhando destaque nas instituições de ensino superior e de pesquisa, que passaram a contemplar a produção de seus pesquisadores em periódicos indexados.


“A conclusão da pesquisa indica ainda que, no cenário atual, os pesquisadores da área continuarão a publicar seus trabalhos em periódicos de pouco ou nenhum impacto, fazendo com que a produção da pesquisa brasileira continue sem destaque em nível internacional. Para que a estratificação do Qualis na área de Educação não se distancie do contexto internacional, o estudo aponta como necessário a adoção de critérios que privilegiem fatores como a adesão ao WoS e ao Scopus, principalmente para os periódicos A1 e A2, considerados de maior qualidade”, sugere.

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