06 de maio de 2015
POR: José Lima Santana - jlsantana@bol.com.br
Fonte: José Lima Santana(*) - jlsantana@bol.com.br

Mas, nem todos tiveram seus mandatos devolvidos. Por quê? :: Por José Lima Santana


Política, Etc. & Tal  ::  Por José Lima Santana


José Lima Santana(*) - jlsantana@bol.com.br


José Lima Santana - Foto: ClickSergipe

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Segurança Pública, teu nome é insegurança?


Há algo errado com a segurança pública em Sergipe? Não, acho que não. Com o crescente número de casos de homicídios, latrocínios, roubos e furtos, o que eu poderia dizer? Está tudo calmo como nas profundezas do inferno. Que diabo é isso aí, autoridades?


 


OAB (SE) dividida


A atual diretoria da OAB (SE) está mesmo dividida. Nas eleições de novembro próximo, três chapas poderão ser formadas com membros do Conselho atual. E a velha oposição de sempre? Está calada. Na moita? Esperando a hora de dar o bote? Ou cansou de apanhar?


O presidente Carlos Augusto Monteiro lançará uma candidata à presidência. Poderá ser um apelo interessante para as advogadas: uma mulher na presidência. É pena que a mulher mais poderosa da política brasileira atual está na berlinda. Essa imagem comparativa, em termos, não ajudará.


O clã dos Britto deverá apoiar o candidato que será lançado pelo ex-presidente Henri Clay. Porém, já quem diga que ele próprio será o candidato. Alguém duvida?


O atual presidente da Caixa de Assistência, Inácio Krauss, está reunindo um grupo de jovens advogados e advogadas com penetração nos mais diversos segmentos. E não só os jovens. Promete fazer barulho. Não duvido. Afinal, dizem, ele tem feito uma ótima gestão na CAASE. E poderá fazê-lo também na OAB. E aí, doutores? Quem levará a melhor?


 


Águas de Sergipe começará por Dores


Segundo o governador Jackson Barreto comunicou-me na solenidade de formatura dos novos bacharéis em Direito da UFS, Nossa Senhora das Dores será a primeira cidade contemplada com obras de esgotamento sanitário, dentro do Projeto “Águas de Sergipe”. O custo é superior a R$ 20 milhões. Segura aí, galera dorense! Depois de tantas promessas, agora é pra valer, diz JB.


 


Educação em Sergipe


São de estarrecer os dados que o secretário Jorge Carvalho tem em mãos sobre a educação pública e particular em Sergipe. Dentro do governo e fora dele, muita gente tem repreendido o secretário pela exposição desses dados nefastos. Ora, o que estes sabichões querem? Mais sujeira debaixo do tapete? Esconder que a situação é, no mínimo, vexatória? Tenham paciência! Para mudar o que está aí, é preciso conhecer e dar a conhecer. E aí? Quem não gostar, coma menos. Ou sofra mais. Escolha.


 


E o DETRAN?


Muitas águas ainda vão rolar por debaixo da ponte. O que não se sabe é se a ponte aguentará a enxurrada. Dizem que com as águas virão também barrancos e muito mais bagaceira: árvores, arbustos e moitas. Lembro-me do poema “Boi Morto” de Manuel Bandeira, que finda assim: “Boi morto, boi morto, boi morto”. E aí, quem arrisca um palpite?


 


Fusões partidárias


Como serão as fusões partidárias, na prática? O PSB dos Valadares com o PPS de Clóvis Silveira. Aliás, o que houve com o PPS, que tem andado de mão em mão? E pensar que, em 1989 eu votei em Roberto Freire para a Presidência da República, quando ainda era o velho PCB. Até campanha em Dores eu fiz. Por outro lado, o DEM de João Alves com o PTB de Adelson Barreto. João no comando? E pensar que, um dia, Adelson se sentiu traído pelo PFL, do qual nasceu o DEM. Na eleição de 1998, Adelson Barreto disputou o mandato de deputado federal pelo PFL, venceu, mas não levou por falta de um documento não enviado pelo partido, para o registro da candidatura. Logo Adelson. Por que teria sido? A mim não perguntem. Aleluia! Vai uma fusãozinha aí, moçada?


 


O nome dele é Richa e não “Rixa”


Um desastre. Uma covardia. Uma miséria. A ação policial em Curitiba contra os professores na semana passada foi inominável. O nome do governador é Richa. Imaginem se fosse Rixa.


Imaginem, agora, se a ação truculenta da Polícia Militar do Paraná tivesse sido aqui no Nordeste! O mundo desabaria. A imprensa do eixo Sul/Sudeste e o povo de lá nos teriam massacrado. Os bárbaros seríamos nós. Bárbaros... Eles são apenas civilizados que cometeram excessos.


Soldados contra professores. Pancadaria desenfreada contra livros. Repressão contra reivindicação. O que é isso aí, gente? Que seja o fim da linha para a barbárie.


 


Mandatos simbolicamente devolvidos


Governador e deputados estaduais cassados vergonhosamente pelo golpe militar tiveram seus mandatos simbolicamente devolvidos por ato da Assembleia Legislativa de Sergipe. Mas, nem todos tiveram seus mandatos devolvidos. Por quê? O que tirou os mandatos de uns, também tirou dos outros, ou seja, o arbítrio implantado pelo golpe. Ademais, todos acabaram anistiados. Privilégios para uns e para outros não, com a devolução simbólica? A norma jurídica não alcançaria a todos? O arbítrio separou os “bons” e os “maus”, ao cassá-los? Teríamos, então, cassados de primeira e de segunda categoria? Quem souber, diga aí.


 


A dengue se alastrou: mosquito em alta


Enfim, o Ministério da Saúde admitiu que o país enfrenta uma epidemia de dengue. A região Sudeste é a mais afetada. São Paulo é o recordista de casos confirmados e, infelizmente, de mortes. A situação não anda boa mesmo por aquelas bandas. Depois  da crise no abastecimento de água, a festa dos mosquitos (Aëdes aegypti e Aëdes albopictus). Aliás, os danadinhos já vinham fazendo folia há algum tempo. As autoridades sanitárias relaxaram? Ora, enquanto o povo sofre de todo jeito, o mosquito não paga conta de água. Usa, abusa e prolifera. E aí, vai uma picadinha de leve?


 


Disputa na Academia sergipana de Letras


Mais uma disputa por uma vaga na Academia Sergipana de Letras. Desta feita, a eleição se dará na próxima segunda-feira, dia 11. Disputam a vaga deixada pela acadêmica Lígia Pina, Murilo Melins e Cléa Brandão. Murilo conta com o apoio de um grupo de acadêmicos que nele reconhecem o valor do memorialista arguto, que conta e reconta os tempos românticos de Aracaju. Cléa conta com o apoio do grupo liderado pelo presidente da Academia. Aliás, há registro de certos atos desvairados contra Murilo. É preciso dar um basta nisso. A eleição deve ser limpa no sentido de que cada acadêmico deve sentir-se livre para votar como lhe apetecer. Manobras nunca mais. Os eleitores de Murilo estão atentos. Eu sou um deles. É isso aí, gente! Todo cuidado é pouco.


As notas e comentários publicadas nesta coluna são de responsabilidade integral do seu autor e não representam necessariamente a opinião deste site.


(*) Advogado. Mestre em Direito. Professor do Curso de Direito da UFS. Membro da Academia Sergipana de Letras e do IHGSE.


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