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Aracaju (SE), 18 de maio de 2026
POR: Gabriel Damásio
Fonte: Asscom Unit
Em: 18/05/2026 às 14:04
Pub.: 18 de maio de 2026

Instituto sergipano participa de projeto nacional de apoio às cidades inteligentes

ITP, ligado à Unit, foi escolhido como observador do programa do Ministério das Cidades que ajudará municípios na transformação digital e na modernização de serviços públicos

Instituto sergipano participa de projeto nacional de apoio às cidades inteligentes - Imagem: Divulgação

O Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), ligado ao Grupo Tiradentes, foi escolhido como uma das instituições observadoras do Programa Cidades+Inteligentes, iniciativa do Ministério das Cidades (MCid) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

O projeto, de âmbito nacional, tem o objetivo de apoiar a transformação digital de municípios brasileiros, incentivando-os a construir estratégias e se desenvolver como cidades inteligentes, dotadas de recursos avançados de tecnologia e conectividade para otimizar e ampliar o acesso dos moradores a serviços e informações.

O instituto sergipano está representado pelo pesquisador Diogo de Calasans Andrade, que também é professor do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da Universidade Tiradentes (PPGD/Unit) e pós-doutor pela Università degli Studi Mediterranea di Reggio Calabria (Itália), além de autor de cinco livros sobre Cidades Inteligentes e especializado na área de Direito e Tecnologia. 

Segundo ele, o programa do MCid “é um projeto-piloto que busca fortalecer a capacidade institucional das prefeituras por meio de diagnósticos técnicos, capacitação de gestores e elaboração de planos de ação voltados à inovação urbana, sempre com foco em melhorar a qualidade de vida da população”.

O Cidades+Inteligentes prevê a seleção de 20 municípios ou consórcios públicos municipais para receber assessoria técnica especializada da Rede de Suporte Acadêmico, formada por Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTs), que são universidades, institutos e centros de pesquisa e inovação tecnológica. 

Ela tem seis membros efetivos, responsáveis por acompanhar as cidades de cada região brasileira: o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT/SP), a Universidade de Caxias do Sul (UCS/RS) e as universidades federais do Amazonas (UFAM), do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Goiás (UFG), além da própria UFRGS. 

Outras seis instituições, incluindo o ITP, foram escolhidas como observadoras, ficando incumbidas de acompanhar, avaliar e orientar as etapas de desenvolvimento do que está previsto no projeto. “A nossa atuação se dá especialmente na interface entre cidades inteligentes, governança urbana, políticas públicas e direito, contribuindo com reflexões estratégicas e apoio na construção de soluções institucionais que possam ser aplicadas pelos municípios”, explica Diogo, acrescentando que, inicialmente, será realizado um diagnóstico da realidade local, seguido da capacitação dos gestores públicos e, posteriormente, da elaboração de um plano de ação para cada município. 

Calasans confirma também que a Unit participa indiretamente do trabalho de observação do programa, através das equipes do PPGD e de outros cursos que lidam diretamente o tema das cidades inteligentes. “A participação formal no projeto ocorre por meio do ITP, que é credenciado como ICT e faz parte do Grupo Tiradentes. 

No entanto, existe uma forte integração entre o ITP e a Unit, especialmente no âmbito da pesquisa e da pós-graduação. Assim, indiretamente, a Unit também participa, por meio de seus pesquisadores e grupos de pesquisa, contribuindo para o desenvolvimento das atividades acadêmicas e científicas relacionadas ao projeto”, esclarece. 

Projeto esperado

A primeira reunião de alinhamento entre os representantes das instituições participantes do projeto foi realizada no último dia 11 de maio. Nela, foram apresentados os objetivos, a metodologia de trabalho, as etapas previstas e o papel de cada instituição dentro da rede. 

Também houve um espaço para integração entre os participantes, abrindo espaço para a construção de uma atuação colaborativa. O professor do PPGD/Unit considerou o momento como importante para compreender a dimensão do projeto e o impacto que ele pode gerar nos municípios brasileiros. 

“Esse projeto é algo esperado há anos porque, no Brasil, sempre se discutiu cidades inteligentes sob uma perspectiva muito teórica ou fragmentada. Agora, pela primeira vez, há uma iniciativa estruturada, coordenada em nível nacional, com apoio do governo federal e da academia, voltada à implementação prática dessas estratégias nos municípios. Trata-se de um passo importante para transformar o conceito de cidade inteligente em realidade concreta, com planejamento, metodologia e apoio técnico qualificado”, define Diogo.

Ele ressalta ainda que a sociedade terá ganhos diretos e concretos com a implementação efetiva das cidades inteligentes. “Municípios mais bem planejados tendem a oferecer serviços públicos mais eficientes, melhorar a mobilidade urbana, ampliar a segurança, otimizar o uso de recursos e promover maior transparência na gestão pública. 

Além disso, o uso estratégico da tecnologia pode contribuir para reduzir desigualdades e melhorar a qualidade de vida da população. Em síntese, o projeto busca tornar as cidades mais inteligentes, mas também mais humanas, sustentáveis e inclusivas”, finalizou o professor.

A lista dos 20 municípios ou consórcios públicos escolhidos para a realização do projeto-piloto do Cidades+Inteligentes deve ser divulgada até o dia 11 de junho. De acordo com o MCid, serão selecionadas três propostas nas regiões Norte e Centro-Oeste, quatro no Nordeste e cinco nas regiões Sul e Sudeste. A previsão é de que ele dure aproximadamente oito meses, podendo haver prorrogação de prazo.

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