Aracaju (SE), 19 de agosto de 2022
POR: Asscom Unit
Fonte: Asscom Unit
Em: 22/07/2022 às 11h27
Pub.: 22 de julho de 2022

Seis em cada dez brasileiros estão acima do peso


Estudo desenvolvido pelo Ministério da Saúde indica que mais da metade dos brasileiros estão acima do peso. Especialista alerta quanto ao consumo de ultraprocessados.


Seis em cada dez brasileiros estão acima do peso - Foto: Asscom Unit

Seis em cada dez brasileiros estão acima do peso - Foto: Asscom Unit


Dados apresentados pelo Ministério da Saúde indicam que atualmente seis, em cada dez brasileiros, estão acima do peso. Os estudos nacionais indicam ainda que, em termos percentuais, esse quantitativo representa 57,25% da população; no comparativo com o ano de 2019, período pré-pandêmico, a taxa representa 1,85% de aumento real. Conforme avaliado pela professora do curso de Nutrição da Universidade Tiradentes (Unit), Sandra Cristina da Cruz Maia, a resposta para esse cenário negativo também está atrelada à má qualidade alimentícia adotada pelos brasileiros, inclusive, quanto ao consumo de produtos ultraprocessados.


Na tentativa de evitar o consumo distante do ideal, voltado para a melhoria contínua da qualidade de vida, a especialista chama a atenção dos consumidores para as informações nutricionais presentes sempre no verso das embalagens. Por mais que passem despercebidos, os ultraprocessados englobam desde refrigerantes, bebidas lácteas, néctar de frutas e misturas em pó como refresco, até os populares salgadinhos de pacote, doces e chocolates. Mesmo que apresentem imagem saudável, muitas barras de cereal e sorvetes também podem apresentar danos semelhantes às margarinas, biscoitos recheados, mistura de bolos prontos e macarrão instantâneo.


Na escala prejudicial, o Ministério da Saúde reconhece que misturas para bolos, pizzas pré-prontas, nuggets, salsichas e hambúrguer industrializado devem ser amplamente evitados. São medidas consideradas fundamentais, mas distantes de serem aplicadas na teoria do terrorismo nutricional. “A partir do momento em que as pessoas optam por consumir alimentos ultraprocessados, estão vulneráveis a enfrentar problemas de saúde. Costumo dizer que são vilões, mas não podem ser taxados como únicos na construção da obesidade”, disse. Sandra Cristina enaltece que estes alimentos sofrem modificações pela indústria alimentícia capazes de impulsionar para o baixo conteúdo nutricional.


Paralelo a esta constatação técnica, a professora destaca também a necessidade de quebrar estereótipos predominantes entre os brasileiros. Para ela, profissionais da Nutrição e acadêmicos em fase de aprendizado precisam, juntos, quebrar paradigmas os quais envolvem os valores a serem investidos na hora de comprar alimentos ricos em nutrientes. “Adotar hábitos saudáveis e se apropriar de uma alimentação correta não se trata de uma medida cara. Esse assunto precisa ser sempre destacado por nós professores e junto aos brasileiros. Se alimentar bem não quer dizer que vamos investir muito”, completou a professora.

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