Aracaju (SE), 07 de julho de 2022
POR: Daiana Barasa
Fonte: Assessoria Datitia
Em: 21/06/2022 às 17h27
Pub.: 22 de junho de 2022

Comportamento - Não obrigue seu filho a abraçar ou beijar amigos ou familiares


Especialista alerta que forçar crianças a tocar nas pessoas quando elas não querem, as deixam vulneráveis a abusadores sexuais.


Comportamento - Não obrigue seu filho a abraçar ou beijar amigos ou familiares - Foto: Assessoria Datitia

Comportamento - Não obrigue seu filho a abraçar ou beijar amigos ou familiares - Foto: Assessoria Datitia


Fernanda Dionísio, 35, é mãe do Gustavo de apenas 3 anos de idade e compartilha uma experiência:


“Em uma viagem de férias para visitar familiares, pela primeira vez percebi o quanto o meu filho estava nervoso diante da “necessidade social” de ter que cumprimentar pessoas que ele nunca tinha visto”.


Assim como Fernanda, muitos pais já passaram por essa situação e talvez até tenham obrigado seus filhos a cumprimentarem pessoas estranhas, mas o quanto isso é saudável para a criança?


Por que é preciso respeitar o espaço de uma criança?
O artigo da CNN “I don’t own my child’s body” (Eu não possuo o corpo do meu filho), é um tanto polêmico e expõe os pais a importantes reflexões.


No texto é dito que quando os pais forçam as crianças a se submeterem a afetos indesejados para não ofender parentes ou amigos, na verdade estão ensinando que os seus corpos não pertencem a elas.


E segundo especialistas, isso pode levar crianças a serem abusadas sexualmente, assim como pode levar adolescentes a um comportamento sexual com o intuito de que “gostem deles”.


A especialista em saúde mental, Ursula Wagner, do programa FamilyWorks da Heartland Alliance, em Chicago, acredita que forçar crianças a tocar nas pessoas quando elas não querem, as deixam vulneráveis a abusadores sexuais.


Um dado importante da especialista traz o alerta: nenhuma das crianças vítimas de abuso ou agressão atendidas por ela sofreu o abuso de estranhos, ou seja, era um familiar ou conhecido.


“As crianças podem perceber algo estranho em algum adulto e por isso não querem interagir. Pode ser por não gostarem de que façam cócegas ou a apertem, mas também pode ser uma sensação negativa sobre determinada pessoa”, acredita Ursula.


Como os pais podem orientar os seus filhos no tratamento a amigos e familiares?
O site de roupa infantil, Datitia, também especialista no universo da criança e da maternidade, traz algumas orientações de como os pais podem introduzir os seus filhos na presença de amigos, familiares e até mesmo de pessoas estranhas.


Ensine respeito e carinho
E isso não tem relação com demonstrações físicas de afeto, um aperto de mão ou apenas um aceno é o suficiente.


A criança precisa aprender a construir e manter relacionamentos
Quando um familiar mora longe, por exemplo, é dever dos pais introduzir a criança a conhecer as pessoas, a estabelecer alguma conexão e, se ela quiser abraçar ou beijar alguém, será algo espontâneo, porque realmente gosta daquela pessoa e se sente segura.


O beijo está relacionado a carinho
As crianças aprendem com os seus pais que o beijo e abraço estão relacionados a carinho, ou seja, trata-se de um ato espontâneo de amor, logo, como “obrigar” a criança a demonstrar algo que ela não sente?


É preciso estabelecer limites afetivos
“Quando minha filha tinha 4 anos, uma conhecida se aproximou para beijá-la e ela disse “Não quero que me beije”, foi constrangedor, inclusive para mim, mas eu entendi que era um limite dela, depois disso a ensinei que poderia apenas ter cumprimentado com um aperto de mão”, conta Lúcia, 37, mãe da Clara, 4 anos.


As crianças precisam aprender que têm o direito de decidir se querem ser mais íntimas de determinada pessoa.


Há inúmeras maneiras de demonstrar respeito sem toque físico, mas há só uma maneira de ensinar isso: respeitando a individualidade da criança.

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