Aracaju (SE), 23 de janeiro de 2022
POR: Raquel Teixeira Passos
Fonte: Asscom Grupo Tiradentes
Em: 30/12/2021 às 19h00
Pub.: 03 de janeiro de 2022

Gestão RH e a síndrome de Burnout


Esgotamento físico e mental associado ao trabalho.


Gestão RH e a síndrome de Burnout (Foto ilustrativa: Pexels)

Gestão RH e a síndrome de Burnout (Foto ilustrativa: Pexels)

A síndrome do esgotamento profissional – Burnout – é cada vez mais conhecida dos brasileiros. Palavra de origem inglesa que pode ser traduzida como queimar-se por completo, provoca esgotamento físico e mental em três de cada dez trabalhadores do país. São 30% dos profissionais que se encontram sem condições emocionais, mentais ou físicas para continuar.


Esses números colocam o Brasil como um dos lugares com maior número de ocorrência, segundo uma pesquisa da Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil). Em um ranking de oito países, o país está à frente de chineses e norte-americanos e só perde para os japoneses com 70% da população atingida. 


O estresse ocupacional pode levar algumas pessoas para o hospital, mas nem só quem desenvolve atividades profissionais podem ter Burnout. Estudantes, donas de casa e desempregados também podem queimar suas resistências. O trabalho doméstico é especialmente desgastante, principalmente para as mulheres a quem ele é majoritariamente delegado. 


Na pandemia muitos profissionais da saúde entraram na lista dos mais acometidos pelo problema, mas além deles as s profissões que mais sofrem no mundo com Burnout são agentes de segurança, policiais e vigilantes, guardas municipais, controladores de voo, motoristas de ônibus, executivos, atendentes de telemarketing, cuidadores, bancários, professores e jornalistas.


Causas
Trabalhar excessivamente, por mais de 12h, algumas pessoas chegam a ficar de 18 a 20 horas por dia em atividades de trabalho, inclusive aos sábados e domingos. Também não tiram folga, nem férias, nem aproveitam os momentos de interação social, como festas de aniversário, tudo para cumprir as ordens ou por medo de perder o emprego. 


Para dar conta das obrigações, dormem pouco ou mal, o que contribui para o surgimento ou agravamento do Burnout. O sono é como uma conta corrente, se você gasta mais do que ganha seu saldo fica devedor. São situações que levam o indivíduo chegar ao limite da resistência física e mental e um sinal de isto está ocorrendo é quando sair de casa para o trabalho se torna um sacrifício. 


Diagnóstico
Não existem exames de sangue e de imagem ou testes de resistência física para identificar a síndrome, por isso detectar o Burnout pode ser algo complexo. O diagnóstico vem de uma avaliação minuciosa do paciente, a partir de uma escuta qualificada, e de suas condições de trabalho, algo fundamental para não o confundir com outros distúrbios mentais.


Especialistas apontam três características que são apresentadas pelas pessoas com a síndrome. Exaustão, que significa um esvaziamento físico e mental que não passa mesmo com folga, final de semana, férias ou licença médica. A segunda é a falta de perspectivas e a terceira característica é a sensação de ineficácia, mesmo dedicando todas as energias, está emocionalmente ausente.


Saúde geral
O estresse excessivo afeta diversas áreas do cérebro, mas a principal é o hipocampo, região responsável pela atenção e retenção das novas memórias. Ele é responsável por gerar novos neurônios, mas a situação crônica compromete esse processo. A tensão extrema faz o corpo liberar muita adrenalina e cortisol, hormônios que interferem no funcionamento do cérebro e chegam a debilitar a imunidade, pois todo o organismo sofre com o Burnout. 


Muito estresse por longos períodos eleva a pressão e ameaça a saúde do coração. Nos pulmões, a respiração perde o ritmo ideal e asmáticos sentem mais crises. Músculos sofrem contrações involuntárias, tiques e dores podem se tornar frequentes. O estado emocional faz a pessoa apresentar visão turva e embaçada e na pele, lesões de dermatite e psoríase tendem a se manifestar em meio à crise nervosa. 


Tratamento
Não existe cura para quem vivenciou ou vivencia essa pane cerebral, mas tem tratamento. Estratégias para não cruzar a fronteira novamente e evitar as situações que predispõem é o começo dele. Após um diagnóstico, procurar psicoterapia vai ajudar a ultrapassar os gatilhos prejudiciais. Em alguns casos mais graves, o médico poderá prescrever medicamentos. O tempo de tratamento varia caso a caso.


A empresa também precisa ser tratada. Um diagnóstico organizacional, duas vezes por ano, é o que orienta a Associação Brasileira de Recursos Humanos, na gestão e na situação dos funcionários, com atenção ao problema. Até porque a empresa não pode se eximir da questão e culpar o empregado. 


Para tanto, é preciso um profissional capacitado na área de Gestão de RH - curso superior ofertado pela Universidade Tiradentes.

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