Aracaju (SE), 28 de janeiro de 2022
POR: Assessoria Unimed Sergipe | AGÔ - Comunicação Estratégica
Fonte: Assessoria Unimed Sergipe | AGÔ - Comunicação Estratégica
Em: 10/11/2021 às 11h15
Pub.: 10 de novembro de 2021

Ceratocone: conheça a doença ocular que pode levar a um transplante de córneas


Ceratocone: conheça a doença ocular que pode levar a um transplante de córneas (Foto: Assessoria Unimed Sergipe | AGÔ - Comunicação Estratégica)

Ceratocone: conheça a doença ocular que pode levar a um transplante de córneas (Foto: Assessoria Unimed Sergipe | AGÔ - Comunicação Estratégica)

No dia 10 de novembro, oftalmologistas de todo o mundo chamam a atenção da população para uma doença que pode trazer sérias complicações para a visão: o ceratocone. Quem sofre com a doença, apresenta uma curvatura diferente na córnea, se assemelhando a um cone.


Na Unimed Sergipe, a oftalmologista cooperada, Dra. Andréa Pinheiro, explica que este crescimento irregular da córnea prejudica a visão dos pacientes. Esse crescimento da córnea é anômalo, não é um crescimento regular. Às vezes cresce na região mais inferior, outras vezes na parte superior, mas sempre de forma irregular. Isso faz com que os óculos não corrijam adequadamente a patologia. A visão não fica boa só com os óculos, a não ser nos casos iniciais de ceratocone", explica Dra. Andréa.


O simples ato de coçar ou esfregar os olhos é um fator de risco para o desenvolvimento da doença, por isso, pacientes alérgicos tendem a apresentar a patologia com mais frequência, apesar de fatores hereditários também serem uma grande causa.


"O principal sintoma é a baixa visão. Aquele adolescente começa a ter a visão borrada e a gente vai pros óculos. Em um curto espaço de tempo, a visão volta a ficar borrada. Por isso é importante que, anualmente, as crianças e os adolescentes consultem um oftalmologista, pois durante o crescimento, diversas notificações podem surgir nos olhos", alerta Dra. Andréa.


A medida em que o ceratocone evolui, os óculos precisam ser substituídos por lentes de contato e a partir daí, o paciente pode chegar a necessitar até de um transplante de córnea. Este foi o caso da estudante Sarah Tiphany Gomes, que é paciente de Dra. Andréa.


"Eu fui diagnosticada com ceratocone aos cinco anos e precisei do primeiro transplante com 13. Aos 18, a visão já estava embaçada novamente e a Dra. Andréa sugeriu recorrermos mais uma vez ao transplante de córnea. Hoje eu já consigo, mesmo com pouco tempo do segundo transplante, olhar a vida com outra perspectiva", afirma Sarah.


A estudante Bruna Grazielly Conceição também descobriu a doença cedo, graças a uma consulta com a oftalmologista. "A minha visão estava muito turva, eu não estava conseguindo enxergar nada. Foi quando minha mãe me trouxe para fazer exame de vista e  a oftalmologista falou que eu precisava fazer uma cirurgia de transplante de córneas", conta Bruna.


Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a cada 100 mil pessoas no mundo, de 4 a 600 delas desenvolvem o ceratocone. A maior incidência da doença está entre adolescentes, dos 13 aos 18 anos e, em 90% dos casos, atinge os dois olhos.


"Com uma simples medida da ceratometria, que é a medida da curvatura da córnea, já suspeitamos. Às vezes, o paciente chega com a visão cem por cento, mas a gente olha aquela curvatura e está muito alta. Daí solicitamos uma topografia ou uma tomografia para pesquisar melhor e descobrir se ali há um ceratocone e é muito importante que esse diagnóstico seja feito precocemente", alerta Dra. Andréa.


Nos casos mais avançados da doença, em que os dispositivos utilizados pelos médicos, como óculos e lentes de contato já não são mais suficientes, é necessário que o paciente entre para a fila de transplantes para receber novas córneas. "Às vezes, a evolução é tão grande que alguns pacientes têm cicatrizes, nesses casos é que a gente faz o transplante penetrante total da córnea", conta a médica.


"Tem muita gente precisando de transplante de córnea, inclusive jovens. Mesmo com todos os tratamentos, há pessoas com ceratocone que precisam do transplante. Então, precisamos cada vez mais estimular esta doação", apela a médica.


Foi justamente o transplante que devolveu à Sarah não somente a possibilidade de voltar a enxergar bem, como também a oportunidade de sonhar outra vez. "Hoje, para alcançar os sonhos que há um tempo  atrás era difícil, hoje é muito mais fácil olhar e poder ver a realização deles. Eu sei que a morte é um momento muito delicado, muito sofrido para a família, mas nós que estamos do outro lado ficamos sempre na expectativa de receber a doação das córneas, porque literalmente muda o nosso dia a dia, o nosso futuro. Eu só tenho a agradecer à família que doou as córneas que eu recebi e a todos que fazem doação de órgãos", conta Sarah.

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