Aracaju (SE), 21 de janeiro de 2022
POR: Assessoria de Imprensa Unit
Fonte: Assessoria de Imprensa Unit
Em: 29/10/2021 às 11h01
Pub.: 29 de outubro de 2021

Nove de 10 amostras analisadas em Sergipe são da variante Delta


Médico infectologista fala sobre a presença da cepa mais infecciosa no estado e reforça cuidados.


De 10 amostras de RT-PCR enviadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) para sequenciamento genômico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nove são da variante Delta. Todas elas foram coletadas em Sergipe e analisadas para identificação do vírus causador da covid-19, o SARS-CoV-2. Mesmo com esse resultado, os números de novos casos da doença no estado seguem em queda, assim como internações e mortes.


Matheus Todt, médico infectologista e professor da Unit (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

Matheus Todt, médico infectologista e professor da Unit (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

Segundo o médico infectologista e professor da Universidade Tiradentes (Unit) Matheus Todt, essa movimentação do vírus já era esperada pelos especialistas, mas não gera maior risco. “É uma variante mais contaminante. Não conhecemos nada sobre maior mortalidade ou maior gravidade, mas ela tem a possibilidade de infectar mais pessoas. No entanto, num contexto de vacinação progredindo e tendo essa queda de números, o fato de ter essa variante tão presente não altera muito o cenário”, informou.


O infectologista explica que o SARS-CoV-2 tem grande poder de mutação e, por isso, surgem novas variantes. Atualmente, no Brasil circulam quatro cepas do vírus: a Alfa, a Delta, a Gama, originada em Manaus-AM, e a Beta. Para se preservar contra a contaminação, as regras sanitárias devem ser seguidas. As principais formas de combater a infecção são: uso de máscara, higiene das mãos e objetos pessoais, evitar aglomerações e concluir o ciclo vacinal, principalmente.


“O que a gente conhece hoje de informações divulgadas é que as vacinas utilizadas no Brasil e no mundo são capazes de proteger contra todas as variantes. Então, não tem nenhuma variante cujas vacinas atuais não consigam oferecer uma proteção significativa. Claro que uma variante ou outra vai ser talvez mais contemplada e vai ter proteção, mas todas são contempladas”, esclareceu o infectologista.


Somente 55,6% da população brasileira está vacinada. De acordo com os infectologistas, para obter o máximo de proteção possível, este número precisa chegar a 75% ou mais. “Vemos que as pessoas estão se descuidando e, se começarem a relativizar a vacinação e deixarem de se vacinar, podemos ter uma terceira onda”, alertou Todt.

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