Dermatite de contato em recém-nascidos pode ser evitada com prevenção e higiene
Presidente da Comissão de pele da MNSL, enfermeira Maria do Carmo Pereira (Foto: SES/SE)
De acordo com a enfermeira, é preciso observar quando a pele do recém-nascido fica muito tempo em contato com substâncias irritantes como urina, saliva ou alguns tipos de cremes, que podem causar processo inflamatório, deixando a pele vermelha, escamando e causando dor e coceira.
“A dermatite de contato não é contagiosa e não oferece risco de vida. Nossa pele funciona como uma barreira de proteção e quando a integridade dela é prejudicada, uma porta de entrada para microrganismo é aberta. É, na verdade, uma doença crônica, por isso, o tratamento é mais difícil e deve ser persistente”, explicou a enfermeira.
Causas e cuidados
Maria do Carmo atentou que é preciso saber qual é o agente causador da reação na pele, e em seguida, com o agente descoberto, deve-se afastar o contato com a substância. “Compressas frias ou a utilização de cremes com ação antiinflamatória são recomendados para o alívio dos sintomas e resolução do problema”, indicou.
Ela disse que é importante lembrar que no primeiro sinal de irritação da pele do bebê, é importante levá-lo a uma consulta com pediatra para uma primeira análise ou para o encaminhamento a um alergista ou dermatologista. Além disso, é preciso manter uma boa higiene local, evitar o uso de lenço umedecido, usar sabonete neutro, realizar a troca de fralda umedecida, manter a região arejada, aplicar cremes e ou pomadas a base de óxido de zinco.