Psicóloga afirma que diálogo em família é fundamental para descoberta da sexualidade
Psicóloga da MNSL Silvia dos Anjos (Foto: SES/SE)
Ela afirma que não há idade para a relação acontecer, e que o mais importante é que os dois estejam bem orientados e tomem os cuidados necessários para evitar as Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST. “O momento da primeira relação não exige uma idade definida. Em termos fisiológicos, após a primeira menstruação, a menina já está com o corpo preparado para essa travessia na sexualidade. Já em termos emocionais, nem sempre. O ideal é que seja uma junção de um preparo emocional e fisiológico”, disse Silvia.
Ela observou que a sociedade olha para o corpo da mulher como se fosse um objeto. “O corpo feminino não é objeto. A primeira relação deve ser agradável e a jovem não deve vivenciar o que não quer. A menina não tem que se submeter à vontade de seu parceiro e fazer o que não deseja”, observou a psicóloga.
Silvia deixou claro que a jovem e o jovem precisam ter maturidade emocional e que devem estar preparados para cuidar do seu próprio corpo. “Eu entendo que sempre que houver inexperiência e a imaturidade emocional, é preciso ficar com um alerta. É importante tomar cuidado, os pais devem buscar conversar sobre sexo com os filhos para que haja apoio e tranquilidade diante da situação”, observou Silvia dos Anjos.
“Os pais são a base da educação sexual. Na escola, na verdade, vamos encontrar um reforço. Eu acredito que é no seio familiar que encontramos um norte mais claro de preparo, acolhimento e orientação. O ideal é que os pais também sejam preparados, para trazerem essa orientação, conforto e segurança para seus filhos. A repressão não é o melhor caminho, em uma sociedade ainda preconceituosa, é comum os pais quererem definir a orientação sexual de seus filhos e muitos não têm a coragem de tratar sobre o assunto, dão indiretas, criam situações constrangedoras o que os afastam e criam nos jovens uma barreira, tanto de aceitação, quanto de diálogo”, explica.