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Aracaju (SE), 08 de outubro de 2026
POR: Acácia Merici
Fonte: Assessoria de Imprensa da Sociedade Brasileira de Mastologia - Regional Sergipe
Em: 08/10/2026 às 17:01
Pub.: 08 de outubro de 2026

Sociedade Brasileira de Mastologia reforça a importância de conhecer o próprio corpo, dialogar sobre saúde das mamas e manter os exames de rastreamento em dia

Campanha do Outubro Rosa 2026 traz como tema “A vida nos une. O cuidado nos move” e destaca que a doença tem cura quando diagnosticada precocemente
Médica mastologista Renata Leite, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia Regional Sergipe - Foto: Assessoria de Imprensa da Sociedade Brasileira de Mastologia Regional Sergipe

Prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de mama envolvem uma combinação de informação, atenção aos sinais do corpo, acompanhamento médico e acesso aos exames adequados. Durante o Outubro Rosa 2026, a Sociedade Brasileira de Mastologia - Regional Sergipe reforça a importância de transformar o cuidado com a saúde das mamas em um hábito permanente.

Conhecer as próprias mamas é um dos primeiros passos. Por meio do autoexame ou autocuidado, é possível a mulher conhecer o próprio corpo, observar e perceber alterações que possam surgir no dia a dia, seja durante o banho, ao trocar de roupa ou em qualquer outro momento. De acordo com a médica mastologista Renata Leite, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia - Regional Sergipe, reconhecer sinais suspeitos e buscar avaliação médica de forma rápida é fundamental para o diagnóstico precoce. 

“Nódulos, alterações na pele, retrações, mudanças no formato da mama ou do mamilo, saída espontânea de secreção e outras modificações que não sejam habituais devem ser investigadas por um mastologista”, afirma. 

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente, responsável por 30% dos cânceres diagnosticados em mulheres brasileiras. Para o triênio 2026-2028, deve registrar 78.610 novos casos a cada ano.

Além do autoconhecimento e do acompanhamento médico constante, a mamografia tem papel central na detecção precoce do câncer de mama. O exame pode identificar alterações muito pequenas, inclusive lesões que ainda não são percebidas pelo toque. O Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia a partir dos 40 anos de idade para ampliar o rastreamento do câncer de mama. Para a faixa de 50 a 74 anos, o rastreamento na rede pública de saúde é bienal. Acima dos 74 anos, a decisão é individualizada, de acordo com comorbidades e expectativa de vida. Antes restrito a mulheres de 69 anos, a expansão da faixa até 74 anos sinaliza mais oportunidade de acesso ao exame, de acordo com os estudos.

A Sociedade Brasileira de Mastologia defende que a mamografia é o exame de imagem com eficácia comprovada na redução da mortalidade por câncer de mama em larga escala. No Brasil, as recomendações de rastreamento devem ser observadas de acordo com a faixa etária, o histórico familiar, os fatores de risco e a avaliação individual de cada mulher.

“O diálogo ocupa um papel importante nesse processo de prevenção, tratamento e cura. Conversar sobre câncer de mama ajuda a combater o medo, a desinformação e os mitos que ainda cercam a doença. Além disso, permite que mulheres compartilhem experiências, tirem dúvidas e procurem atendimento quando percebem alguma alteração. Sabemos que, nos tempos atuais, as mulheres ocupam espaços no mercado de trabalho e possuem um cotidiano agitado. Entretanto, ter bons hábitos de vida, manter uma alimentação adequada, atividades físicas, etc, contribuem para evitar câncer de mama, outras doenças e ter uma vida saudável, livre de riscos”, complementa Renata Leite. 

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