Como a radioterapia tem ajudado no tratamento do câncer de colo do útero?
A conscientização sobre o câncer de colo do útero, a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado se fazem urgentes diante dos índices alarmantes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em Sergipe, a estimativa é de cerca de 220 casos anuais.
Esse tipo de câncer tem altas chances de cura quando diagnosticado precocemente e tratado de forma adequada, reforçando a importância da informação, da prevenção e do acesso ao tratamento especializado.
A Clinradi destaca que nesse cenário, a radioterapia desempenha um papel fundamental, sendo uma das principais modalidades terapêuticas para o controle da doença, especialmente em estágios intermediários e avançados.
“A radioterapia utiliza radiações ionizantes para destruir as células tumorais, preservando ao máximo os tecidos saudáveis ao redor. No câncer de colo do útero, ela pode ser empregada isoladamente ou associada à quimioterapia, estratégia conhecida como quimiorradioterapia, que aumenta a eficácia do tratamento”, explica Dra. Waldhenice Ferreira, médica radio-oncologista da Clinradi.
Combinação de técnicas modernas
O tratamento costuma envolver duas abordagens complementares:
• Radioterapia externa, que atua sobre a região pélvica, atingindo o tumor e possíveis áreas de disseminação local.
• Braquiterapia, técnica interna que permite altas doses de radiação diretamente no colo do útero, com grande precisão e menor impacto nos órgãos vizinhos.
Os avanços da radioterapia moderna possibilitam tratamentos cada vez mais seguros e personalizados, com melhor controle da dose e redução de efeitos colaterais. “Isso resulta em maiores taxas de controle da doença, preservação da qualidade de vida e melhores desfechos clínicos”, afirma a médica.
Quando indicada corretamente, a radioterapia contribui significativamente para:
• Redução do tumor
• Controle local da doença
• Aumento das chances de cura
• Alívio de sintomas em casos mais avançados.
Prevenção
O câncer de colo do útero pode ser prevenido principalmente por meio da vacinação contra o HPV, vírus responsável pela maioria dos casos da doença, indicada preferencialmente antes do início da vida sexual, mas também benéfica em outras faixas etárias conforme orientação médica. Além disso, a realização regular do exame preventivo (Papanicolau) permite identificar lesões precursoras ainda em fase inicial, aumentando significativamente as chances de cura. O uso de preservativos, a informação em saúde e o acompanhamento ginecológico periódico completam as estratégias fundamentais de prevenção, reforçando que a prevenção e diagnóstico precoce salvam vidas.