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Aracaju (SE), 16 de julho de 2026
POR: Assessoria Sheyla Galba
Fonte: Assessoria Sheyla Galba
Em: 02/09/2021 às 14:01
Pub.: 02 de setembro de 2021

"Todo dia é um capítulo diferente na novela da oncologia em Sergipe", afirma Sheyla Galba ao relatar problemas

A vereadora Sheyla Galba (Cidadania) denunciou, em discurso, nesta quinta-feira, 02, na Câmara Municipal, que pacientes oncológicos que fazem tratamento no Hospital João Alves Filho ficaram sem atendimento por conta da exigência de comprovante de residência no nome do paciente. O problema chegou ao conhecimento da parlamentar por meio de mensagens enviadas por familiares.

"Todo dia é um capítulo diferente na novela da oncologia em Sergipe", afirma Sheyla Galba ao relatar problemas (Foto: Assessoria Sheyla Galba)

"Todo dia é um capítulo diferente na novela da oncologia em Sergipe", afirma Sheyla Galba ao relatar problemas (Foto: Assessoria Sheyla Galba)

“Recebi a foto do informativo que está na porta da oncologia do Hospital de Urgência de Sergipe que diz que a partir de 19 de agosto de 2021 só será aceito o comprovante de residência que esteja, obrigatoriamente, em nome do paciente oncológico. É inadmissível esta determinação, uma vez que muitas pessoas não têm comprovante de residência em seu nome”, detalhou a vereadora.

Sheyla Galba disse que entrou em contato com o superintendente da unidade, que alegou que a exigência é uma questão de sistema. “Eu respondi que quem opera o sistema são pessoas. Ou seja, não foi o sistema quem colocou essa exigência. Como é que a oncologia do Huse impõe que os pacientes que estão sendo atendidos lá precisam ter um comprovante de residência em seu nome? Tem cidadão, a exemplo de jovens, que não possui esse comprovante. Vejam a gravidade desta situação”, ressaltou.

A parlamentar reproduziu um dos vários áudios que recebeu com relatos do problema. “Um dos pacientes é do interior e estava com a filha, que explicou que ele morava com ela e pediu para falar com a direção. A resposta que ela obteve da atendente é que o problema não seria resolvido naquele momento. Ela entrou em contato comigo e eu busquei o superintendente, que relatou que, infelizmente, foi feito de tudo para a secretaria estadual da Saúde mudar isso, mas a resposta obtida é que o problema é do sistema”, salientou.

“Mas, reitero, que quem opera o sistema são pessoas e estamos lidando com vidas, seres humanos que precisam de tratamento. Todo dia é um capítulo diferente na novela da oncologia em Sergipe. Diariamente eu tenho que pedir à Secretaria de Estado da Saúde que reveja essa situação dos pacientes com câncer. Isso é desumano e mostra a falta de amor ao próximo. Precisamos mudar isso e eu seguirei lutando pela oncologia”, enfatizou.

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