Rodrigo Valadares faz balanço das ações do Governo de Sergipe no combate a Covid-19
Durante entrevista à Rádio Jornal de Aracaju, na noite da última quinta-feira, 01, o deputado estadual, Rodrigo Valadares, fez um balanço das ações do Governo de Sergipe no combate à Covid-19, avaliando-as como negativas.
Rodrigo Valadares faz balanço das ações do Governo de Sergipe no combate a Covid-19 (Foto: Assessoria Rodrigo Valadares)
“De maneira geral, sintetizando, eu vejo que infelizmente, entre erros e acertos, o governo do Estado errou mais. Foi enviado muito dinheiro do Governo Federal só para o combate a covid e infelizmente a gente não viu esse dinheiro sendo investido de forma significativa na ampliação de leitos de UTI, na contratação de mais médicos e insumos, para realmente salvar vidas”, disse.
Para Rodrigo, os erros cometidos são graves, deixando grandes consequências para o Sergipano. O primeiro citado por ele foi a falta de ampliação das Unidades de Terapia Intensivas (UTI) e muitas pessoas acabaram morrendo na fila de espera.
“Um dos primeiros erros que nós identificamos e que precisamos falar é sobre a ampliação de leitos de UTI, que não aconteceu em Sergipe. A gente passou pelo colapso, nos últimos dias, graças a Deus a rede descolapsou e tivemos de volta um pouco de folga nos leitos, caindo para 88,5% o índice de lotação”, disse.
Outra crítica destacada pelo parlamentar foi em relação ao tratamento precoce da doença, que o governo preferiu não aderir. “O tratamento precoce salva vidas, foi fundamental para quando eu peguei covid, tive sintomas muito leves e rapidamente recuperei o olfato e paladar e a gente tem visto mais relatos sobre isso. Infelizmente, o governo do Estado não foi reticente em relação a isso”.
Ainda em seu resumo, Rodrigo falou sobre a alta taxa de desemprego e o estrangulamento da economia estadual. “Sergipe hoje é o terceiro pior Estado do Brasil em empregos, sendo quase 21% de acordo com o último relatório do CAGED. E a gente sabe porque tudo isso aconteceu, infelizmente o governo entrou naquela linha de tranca tudo, fecha tudo, fomos o último Estado a acabar com o toque de recolher e os resultados estão aí".
Essa não é a primeira vez que o deputado demonstra insatisfação com a altíssima taxa de desemprego, desde o início da pandemia ele usa a defesa de que “vida e economia não se separam”.
Por fim, o parlamentar lembrou que as prioridades são as vidas. “A gente tem que proteger a vida, correr atras da vacina, mais UTIs, tratamento precoce e garantir a subsistência da sobrevivência das pessoas; Usar os bilhões enviados de forma a auxiliar as pessoas que mais precisam, promotores de eventos, cerimonialista, enfim, todo esse pessoal que estão parados há mais de 1 ano, sem auxílio algum do Estado”, lamenta.