Breno Garibalde cobra solução para ligações clandestinas de esgoto na capital
O vereador Breno Garibalde denunciou, nesta terça-feira, 27, na tribuna da Câmara de Aracaju, o lançamento irregular de esgoto no canal da Avenida Anísio Azevedo, no bairro 13 de Julho. Segundo o parlamentar, o problema se arrasta há muitos anos e evidencia a falta de fiscalização e de medidas efetivas para impedir que dejetos sejam despejados sem tratamento nos rios da capital.
Durante o pronunciamento, Breno destacou que a situação não se restringe à região da 13 de Julho. De acordo com ele, o mesmo cenário é observado em outros bairros, como Industrial e São Conrado, onde o lançamento de esgoto em canais compromete o meio ambiente e a qualidade de vida da população.
“Canal em Aracaju é para água de chuva, é para drenagem. Toda água que está escorrendo no canal quando não está chovendo precisa ser investigada, porque pode ser esgoto”, alertou o vereador, ao criticar a ausência de fiscalização e a permanência do problema ao longo de diferentes gestões municipais.
O parlamentar também chamou a atenção para os impactos ambientais do despejo irregular, mencionando a morte de peixes e a poluição dos rios da cidade. Para ele, a situação não pode ser tratada como algo normal, diante dos riscos ambientais e da exposição da população a ambientes contaminados.
“Aquela região tem rede de esgotamento sanitário, mas existem ligações irregulares que estão direcionando o esgoto diretamente para os canais. Parte dessas ligações pode ser dos prédios que não realizam a correta destinação do esgoto”, disse.
Outro ponto questionado por Breno Garibalde foi o investimento anunciado pela Prefeitura de Aracaju para a elaboração de estudos e projetos de requalificação do canal da Anísio Azevedo. Segundo o vereador, foram destinados inicialmente R$ 2.965.397,35. para essa finalidade. Depois, foi noticiado um segundo aditivo de cerca de R$ 553 mil, elevando o valor para aproximadamente R$ 3,51 milhões.
“Mais de R$ 3 milhões para fazer um estudo e um projeto para a requalificação do canal, sem falar nada sobre tratamento e sem esclarecer o que a população vai receber. A gente precisa saber o que será feito com esse dinheiro”, cobrou.
Breno reconheceu a necessidade de intervenções na área, especialmente diante dos alagamentos registrados durante períodos de chuva, mas defendeu que a requalificação não se limite à estrutura física do canal. Para ele, é fundamental que o planejamento considere o saneamento, a drenagem e os impactos ambientais.
“Não podemos continuar fechando os olhos para essa situação. É preciso fiscalizar, identificar quem está fazendo essas ligações irregulares e garantir que o esgoto seja tratado antes de chegar aos nossos rios. A população merece uma resposta, e o meio ambiente não pode continuar pagando essa conta”, afirmou Breno Garibalde.
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