Elber critica possível saída de Aracaju do Consórcio Metropolitano e alerta para impacto
O vereador e líder da oposição, Elber Batalha (PSB) falou sobre a condução da Prefeitura de Aracaju nas discussões envolvendo o Consórcio Metropolitano do Transporte Público. Durante a sessão desta quarta-feira, 17, o parlamentar, destacou os danos de uma eventual saída da capital do sistema integrado.
Elber relembrou quando a prefeita Emília Corrêa (PL) anunciou a revogação da licitação do transporte coletivo realizada pela gestão anterior e alertou que a medida não poderia ser adotada de forma unilateral. “Uma licitação que já foi concluída e teve contrato assinado não pode simplesmente ser revogada. A única possibilidade de anulação é por decisão judicial”, explicou novamente na tribuna.
Na sequência, o vereador criticou o posicionamento da Prefeitura no processo judicial e classificou como equivocada a tentativa de anular o certame por meio de acordo firmado com o Ministério Público. Para ele, após ser derrotada na votação do consórcio, que decidiu pela continuidade da defesa da licitação, a prefeita reagiu de forma inadequada ao anunciar a intenção de retirar Aracaju do colegiado. “Quando foi vencida na votação do consórcio, fez birra e disse que sairia do sistema. Gestão pública não pode ser conduzida pela vaidade de quem perdeu uma votação”, afirmou.
Durante o grande expediente, o principal alerta dele foi para as consequências da possível ruptura do sistema integrado de transporte entre Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros. “O trabalhador que hoje utiliza a integração poderá ter um custo adicional de cerca de R$ 250 por mês. Isso faz muita diferença para quem vive com renda apertada”, pontuou ressaltando que a medida será como uma agressão ao direito dos trabalhadores.
Na ocasião, ele detalhou a diferença entre os estudos, contestando o argumento de que a nova licitação proposta pela Prefeitura seria mais vantajosa. “A diferença no custo da passagem é de apenas um centavo. O valor pago pelo usuário continuaria sendo de R$ 5. Além disso, na anterior, as empresas comprariam os ônibus. Na proposta atual, a Prefeitura compra os veículos com dinheiro público e, ao final, eles ficam para as empresas”, disse o líder.
Por fim, Elber afirmou que a oposição continuará se posicionando contra qualquer iniciativa que resulte no enfraquecimento do transporte metropolitano. “Não concordaremos com o fim do sistema integrado de transporte da Grande Aracaju. A prefeita precisa respeitar a decisão da maioria dentro do consórcio e compreender que democracia também é saber perder votações”.