Breno Garibalde: "Dinheiro público não pode pagar dívidas privadas”
O vereador Breno Garibalde utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Aracaju, nesta quinta-feira,11, para criticar a aprovação, pelo Senado Federal, da proposta que permite a utilização de recursos do Fundo Social do pré-sal para o pagamento de dívidas do agronegócio. Durante o pronunciamento, o parlamentar defendeu que os recursos provenientes da exploração do petróleo devem ser destinados a investimentos que beneficiem toda a sociedade e garantam um legado para as futuras gerações.
Ao abordar o tema, Breno voltou a criticar o que chamou de “Congresso inimigo do povo” e destacou a finalidade original do Fundo Social, criado para transformar a riqueza temporária gerada pela exploração do petróleo em investimentos permanentes para o desenvolvimento do país.
“Estamos retirando um recurso finito, que é o petróleo, e esse dinheiro precisa deixar algo de concreto para o futuro. É um patrimônio de todos os brasileiros e deve ser utilizado em benefício da população”, afirmou.
O vereador demonstrou preocupação com a destinação dos recursos para a quitação de débitos privados do setor agropecuário. Segundo ele, embora reconheça a importância econômica do agronegócio, não concorda que recursos públicos sejam empregados para custear dívidas particulares.
“Nada contra o agro, mas não podemos pegar um recurso que é de todos para pagar dívidas de poucos. Esse dinheiro deveria estar sendo investido em áreas como educação, saúde, cultura e em políticas públicas que beneficiem toda a população”, defendeu.
Durante o discurso, Breno também relacionou a discussão às mudanças climáticas e aos desafios ambientais enfrentados pelo país. O parlamentar alertou para os impactos do desmatamento e outros fatores que, contribuem para a degradação ambiental.
“As emergências climáticas estão batendo à porta. O agronegócio precisa entender que sem meio ambiente não existe agro. Precisamos produzir, sim, mas com responsabilidade e sustentabilidade”, destacou.
Concluindo sua fala, o vereador ainda chamou atenção para o desperdício de alimentos no Brasil e argumentou que o país precisa repensar seus modelos de produção e consumo. Para ele, o desenvolvimento econômico deve caminhar lado a lado com a preservação ambiental.