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Aracaju (SE), 26 de maio de 2026
POR: ASCOM/Eduardo Amorim
Fonte: ASCOM/Eduardo Amorim
Em: 26/05/2026 às 15:05
Pub.: 26 de maio de 2026

"Pacientes oncológicos sofrem nova derrota”, lamenta Eduardo Amorim após Alese aprovar concessão do Hospital do Câncer por 35 anos

Eduardo Amorim - Foto: Plácido Noberto

Médico do Sistema Único de Saúde (SUS), e idealizador da campanha que resultou na construção do Hospital do Câncer de Sergipe, Eduardo Amorim lamentou a aprovação do Projeto de Lei nº 121/2026, de autoria do Poder Executivo Estadual, o qual permite promover concessão administrativa, para a implantação, operação, manutenção e gestão da unidade oncológica. 

Considerado um dos pilares da sua atuação parlamentar enquanto representante de Sergipe no Senado Federal, Eduardo Amorim conseguiu reunir mais de 200 mil assinaturas em defesa da construção deste hospital.

Consta no texto encaminhado pelo Governador Fábio Mitidieri (PSD), à Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), que: “a aprovação da presente propositura constitui passo essencial para viabilizar a prestação de serviços oncológicos à população integral, contínuo e de qualidade, nos termos das diretrizes do SUS e das políticas públicas de saúde.” 

O texto foi aprovado por 21, dos 24 deputados estaduais que compõem a atual legislatura; todos os parlamentares que votaram favorável compõem a base aliada do governador. Para Eduardo Amorim, esta é mais uma medida que segue no sentido oposto aos anseios do povo sergipano.

“Lutamos por 15 anos para que o Hospital do Câncer fosse construído; só eu, enquanto senador, destinei mais de 200 milhões de reais em emenda parlamentar. Foram sucessivos anos pressionando, exigindo e mostrando a importância desta unidade para o nosso povo sergipano que luta contra a doença. 

Agora, menos de seis meses após a sua inauguração, o governo apresenta uma proposta que privatiza o serviço oncológico. Se não fossem três deputados da oposição, lamentavelmente este texto seria aprovado por unanimidade”, criticou. A Parceria Público Privada (PPP), prevê concessão de 35 anos.

Com formatação semelhante à concessão da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), também pelo período de 35 anos sucessivos, o Governo do Estado optou por alegar que o funcionamento da unidade e a efetiva prestação de serviços oncológicos são desafios permanentes, que envolvem para além da execução da obra, a operação integrada de um complexo hospitalar de alta especialização. 

Eduardo Amorim lamenta que a atual administração estadual permaneça optando por terceirizar a solução de problemas, seja ela em curto e/ou médio prazo. No presente momento, a unidade hospitalar funciona com menos de 20% da respectiva capacidade.

“A sensação é de decadência do nosso SUS; é de prejuízo incalculável aos cuidados destinados às pessoas diagnosticadas com esta doença. 

É triste e preocupante observar que, ao se deparar com uma situação a ser resolvida, o gestor, em vez de mostrar suas habilidades, na realidade acaba repassando este enfrentamento para outras pessoas. Foi assim com a Deso, e, agora, com o nosso Hospital do Câncer”, pontuou Eduardo Amorim, pré-candidato ao Senado Federal.

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