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Aracaju (SE), 19 de maio de 2026
POR: Assessoria
Fonte: Assessoria
Em: 19/05/2026 às 15:03
Pub.: 19 de maio de 2026

"João Alves foi o governador da água; a atual gestão é a dos boletos reajustados e das torneiras vazias”, diz Eduardo Amorim

“João Alves foi o governador da água; a atual gestão é a dos boletos reajustados e das torneiras vazias”, diz Eduardo Amorim - Foto: Plácido Noberto

Preocupado com as recorrentes suspensões no abastecimento de água em Sergipe, o pré-candidato ao Senado Federal, Dr. Eduardo Amorim (Republicanos), voltou a recordar nesta terça-feira, 19, o legado do ex-governador João Alves Filho. Engenheiro Civil por profissão, mas gestor público por vocação, ainda no início da década de 1980 ele propôs a criação do programa ‘Chapéu de Couro’, implementando naquele momento adutoras em cidades interioranas, incluindo as do Alto Sertão, Sertaneja, Piauitinga, Agreste e Baixo São Francisco. Tendo o solo sergipano historicamente castigado pela estiagem, João Alves defendia a qualificação do sistema da Deso como medida governamental capaz de proporcionar dignidade humana através da distribuição de água.

“O princípio básico do progresso nos faz criar uma analogia a qual indica que: ao se tratar de avanços, existe sempre dois pontos importantes a serem analisados, sendo, o passado — mais conectado à precariedade —, e o presente — mais atrelado ao avanço positivo. O que assistimos hoje em Sergipe é o contrário: os sergipanos sentem saudade do João Alves ‘Chapéu de Couro’, que levava água para as cidades, enquanto lamentam a gestão atual, marcada pela concessão de 35 anos da Deso e pelo desabastecimento praticado desde 1° de maio do ano passado pela Iguá”, avaliou Eduardo Amorim. Conforme registrado pela Revista ISTOÉ, o programa ‘Chapéu de Couro’ consistia na perfuração de poços artesianos e na construção de cisternas, visando o combate da seca e ao desenvolvimento da zona rural.

Dados apresentados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) 2025, divulgados em 17 de abril deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sergipe liderou a queda no fornecimento diário de água no Brasil nos últimos 10 anos. Em 2025, o estudo apontou que 64,8% dos domicílios sergipanos conectados à rede recebiam água todos os dias. Em 2016, o cenário era diferente: 81,6% das residências contavam com o serviço diário. O recuo de 16,8 pontos percentuais coloca o estado como o terceiro com menor percentual de disponibilidade regular de água no país. Eduardo Amorim reconhece os problemas da Deso, mas atesta que a concessão foi um erro.

“Os problemas da Deso eram grandes, constantes e geravam insatisfações, mas poderiam ser resolvidos sem a necessidade extrema de uma concessão de 35 anos, a qual, apostaria, será renovada ou até resultará em uma privatização definitiva. A Deso foi criada com base na Lei nº 1.195, de 13 de agosto de 1963, e chegou a atender mais de dois milhões de sergipanos. Hoje, quem administra esse serviço é a Iguá, e o que assistimos nos últimos doze meses foi um caos, resultando, inclusive, na interrupção de procedimentos de saúde. Depois de sofrer inúmeras críticas, neste ano eleitoral, o governo diz não descartar a possibilidade de intervenção contratual caso os problemas não sejam resolvidos”, completou Eduardo.

SUSPENSÃO DE HEMODIÁLISE

Em abril deste ano, 90 pacientes renais ficaram sem realizar o procedimento de hemodiálise em decorrência do desabastecimento de água em 16 bairros de Aracaju, comprometendo - por exemplo, no funcionamento da Clínica Diaverum, onde os procedimentos deveriam ocorrer. O tratamento é responsável por filtrar o sangue, remover toxinas e o excesso de líquidos do organismo. “Chegamos ao maior absurdo: faltar água para o tratamento de hemodiálise. A não realização da hemodiálise deixa o paciente com sobrecarga de líquidos, o que pode acarretar outros problemas, prejudicando o coração, o cérebro e os músculos, além de causar cansaço, alteração da voz, náuseas e vômitos. Os pacientes precisam fazer hemodiálise dia sim, dia não, porque não conseguem eliminar tudo de uma vez”, explicou Eduardo Amorim.

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