Na sabatina de Lula, até Bolsonaro trabalhou como assessor de imprensa :: Por Fausto Leite
Leitor, sente-se com cuidado, porque a entrevista de Lula à TV Globo deixou mais buracos do que estrada abandonada em período eleitoral. Renata Vasconcellos e César Tralli perguntaram sobre investigações, economia, dívida pública, INSS, Banco Master e Correios. Lula respondeu com Bolsonaro, perseguição, amizade antiga, imprensa injusta e uma confiança quase religiosa na própria versão. Foi um espetáculo raro: perguntava-se sobre o presente, ele respondia com o passado; cobrava-se um número, ele entregava uma lembrança; mencionava-se um inquérito, ele abria imediatamente o guarda-chuva da perseguição. O presidente entrou no estúdio preparado para uma entrevista de emprego e descobriu, ao vivo, que a vaga era para prestação de contas. A partir daí, o teleprompter emocional travou e o Brasil assistiu a um homem tentando apagar sete incêndios com um copo de saliva.
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