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Aracaju (SE), 12 de agosto de 2026
POR: Carla Passos
Fonte: Assessoria de imprensa
Em: 11/08/2026 às 08:17
Pub.: 12 de agosto de 2026

Brasil pode liderar transição energética na América Latina, defende Laércio em sessão de debates no Senado

Brasil pode liderar transição energética na América Latina, defende Laércio em sessão de debates no Senado - Foto: Toninho Barbosa

“Liderança não é ponto de chegada, é responsabilidade.” Foi com essa convicção que o senador Laércio Oliveira (PP-SE) abriu, nesta terça-feira, 8, a Sessão de Debates Temáticos sobre “Políticas públicas relativas às energias renováveis no Brasil e na América Latina e a liderança brasileira no contexto global”, requerida e presidida por ele no plenário do Senado Federal, reunindo representantes do governo, especialistas e lideranças do setor energético.

Ao abrir os trabalhos, Laércio afirmou que a transição energética vai além da substituição de fontes de energia e representa uma agenda de desenvolvimento econômico, segurança energética, inovação e geração de oportunidades.

“Não estamos discutindo apenas uma nova forma de produzir energia. Estamos discutindo desenvolvimento, competitividade, geração de empregos e qualidade de vida. 

O Brasil reúne condições únicas para liderar esse processo, mas liderança exige planejamento, investimentos e políticas públicas consistentes”, afirmou.

O senador destacou que o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com forte participação das fontes renováveis, resultado de décadas de investimentos, aperfeiçoamento regulatório e planejamento. Para ele, a próxima etapa é ampliar a infraestrutura necessária para acompanhar o crescimento da demanda por energia limpa e garantir segurança ao sistema elétrico.

Nesse contexto, Laércio ressaltou que o gás natural desempenha papel estratégico como combustível de transição, assegurando confiabilidade ao sistema enquanto a participação das fontes renováveis intermitentes continua avançando. 

Autor da Lei do Gás, Laércio Oliveira defendeu o gás natural como fonte essencial de transição nesse processo. Para ele, o gás é o combustível capaz de garantir segurança energética e reduzir emissões enquanto as renováveis ampliam sua participação na matriz.

“As energias renováveis são o caminho do futuro, mas essa transição precisa ocorrer com segurança energética. O gás natural é o combustível da transição. 

Ele complementa as fontes renováveis, garante estabilidade ao sistema e cria as condições para que possamos ampliar a participação de uma matriz cada vez mais limpa sem abrir mão da segurança do abastecimento”, disse.

A senadora Tereza Cristina, líder do PP, que participou da sessão, parabenizou Laércio pela iniciativa de propor o debate e fez um alerta. Segundo ela, é preciso estar atento à realidade econômica do país. “O entusiasmo com o nosso potencial não pode nos cegar para a realidade econômica de quem paga a conta. 

Precisamos de regras claras e de incentivos corretamente calibrados. É fundamental evitar que a expansão acelerada dessas fontes gere um aumento desproporcional dos custos da energia para o cidadão e para a atividade produtiva nacional”, conclui a senadora sul mato-grossense

Durante a sessão, o senador também defendeu uma maior integração entre os países latino-americanos para o intercâmbio de experiências e a construção de soluções conjuntas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

“A América Latina concentra alguns dos maiores potenciais de geração de energia renovável do planeta. Temos recursos naturais abundantes, desafios semelhantes e uma oportunidade histórica de construir uma agenda comum que fortaleça toda a região”, afirmou.

Relator do Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN) durante sua aprovação final no Senado Federal, Laércio lembrou que o Congresso Nacional tem buscado aperfeiçoar o ambiente regulatório para estimular investimentos e acelerar projetos voltados à descarbonização da economia.

Segundo ele, o avanço da transição energética depende da combinação entre segurança jurídica, inovação tecnológica, expansão da infraestrutura e qualificação da mão de obra.

“O desafio não é escolher entre desenvolvimento e sustentabilidade. O Brasil tem condições de avançar nas duas frentes ao mesmo tempo, consolidando uma matriz energética moderna, competitiva e capaz de gerar emprego, renda e oportunidades para a população”, concluiu.

Relator do Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN) durante sua aprovação final no Senado Federal, Laércio lembrou que o Congresso Nacional tem buscado aperfeiçoar o ambiente regulatório para estimular investimentos e acelerar projetos voltados à descarbonização da economia.

Segundo ele, o avanço da transição energética depende da combinação entre segurança jurídica, inovação tecnológica, expansão da infraestrutura e qualificação da mão de obra.

“O desafio não é escolher entre desenvolvimento e sustentabilidade. O Brasil tem condições de avançar nas duas frentes ao mesmo tempo, consolidando uma matriz energética moderna, competitiva e capaz de gerar emprego, renda e oportunidades para a população”, concluiu.

Como foi a sessão de debates

Ao longo da sessão, representantes do governo, especialistas e lideranças do setor apresentaram dados e propostas para acelerar a transição energética no país.

O secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, destacou os avanços dos programas de universalização e citou os R$ 70 bilhões em leilões de transmissão e o incentivo às pequenas centrais hidrelétricas, que contrataram 1 GW de potência e R$ 5 bilhões em investimentos.

O diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Ivanoski Teixeira, apresentou o cenário de expansão: a matriz energética brasileira saltou de cerca de 40% para aproximadamente 50% de fontes renováveis em uma década, e a matriz elétrica já ultrapassa 90% de energia limpa, com projeção de 110 GW adicionais de capacidade instalada nos próximos dez anos e um plano de 30 anos capaz de levar a matriz elétrica a até 99% renovável.

Pela The Global Renewables Alliance, Natalia Oliveira destacou que a América Latina já gera 67% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis e citou estudo da FGV que estima R$ 295 bilhões em potencial de expansão renovável no Brasil até 2035.

Já a presidente executiva da ABEEólica, Elbia Gannoum, ressaltou que cada R$ 1 investido em energia eólica retorna R$ 2,9 ao PIB e que, no Nordeste, a fonte impulsionou o crescimento de 21% do PIB e 20% do IDHM.

O presidente do Instituto Nacional de Energia Limpa (Inel), Heber Galarce, alertou que até 40% da produção solar e eólica pode ser desperdiçada por falta de infraestrutura de transmissão e defendeu a neutralidade tecnológica na contratação de energia.

O presidente da Hitachi Brasil, Glauco de Paula Freitas, resumiu o desafio do setor: não há transição sem transmissão, apontando três gargalos — a expansão da rede, o armazenamento e a resiliência; a regulação, a remuneração e as tarifas; e a qualidade e a responsabilidade de longo prazo.

Por fim, o CEO da Atlas Agro Brasil, Lieven Cooreman, e conselheiro da ABIHV, reforçou a oportunidade de transformar a vantagem energética brasileira em desenvolvimento econômico e industrialização, com destaque para o setor de fertilizantes e o agronegócio.

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