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Aracaju (SE), 20 de março de 2026
POR: Carla Passos
Fonte: Assessoria
Em: 20/03/2026 às 12:42
Pub.: 20 de março de 2026

Acordo Mercosul-UE impulsiona economia e empregos, destaca Laércio Oliveira

Senador Laércio participa de sessão solene de Promulgação - Foto: Toninho Barbosa/Assessoria

O senador Laércio Oliveira (PP-SE) comemorou a promulgação do decreto legislativo que ratifica o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (PDL 41/2026), considerado um dos mais relevantes marcos econômicos recentes para o Brasil e para a América do Sul. O texto havia sido assinado em Assunção, em janeiro, e foi promulgado pelo Senado nesta terça, 17.

O acordo prevê a redução de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela União Europeia, ampliando significativamente o acesso a mercados e fortalecendo as relações comerciais entre os blocos.

Integrante da Comissão de Relações Exteriores, Laércio ressaltou que a construção do acordo envolveu amplo diálogo com ministérios e setores produtivos. Segundo ele, houve preocupação em proteger a economia nacional durante o processo de transição. “Todas as discussões visaram garantir salvaguardas setoriais e programas de transição para mitigar impactos domésticos e acelerar a adaptação das cadeias produtivas”, afirmou.

O senador destacou ainda o peso estratégico do acordo no cenário global. “O acordo entre Mercosul e União Europeia conecta dois blocos econômicos que, juntos, representam mais de 700 milhões de pessoas e um quarto da economia mundial. Trata-se do maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul”, disse.
“Ele diversifica mercados, reduz vulnerabilidades externas, fortalece nossa integração e amplia a resiliência da economia brasileira frente a choques globais.”

Impactos diretos para Sergipe

Laércio Oliveira enfatizou que Sergipe pode ser diretamente beneficiado pela nova configuração comercial. Entre os principais efeitos esperados estão a ampliação das exportações e a atração de investimentos.

Produtos locais, como frutas, sucos e itens manufaturados, tendem a ganhar competitividade no mercado europeu com a redução de tarifas. Além disso, o senador aponta que o acordo pode estimular a entrada de empresas estrangeiras, especialmente nos setores de óleo e gás e infraestrutura logística.

Outro ponto destacado é a geração de empregos e renda, impulsionada pela expansão das cadeias exportadoras. “A ampliação das exportações deve gerar oportunidades desde a produção até os serviços associados, fortalecendo polos industriais e regiões portuárias”, avaliou.

O parlamentar também citou a possibilidade de modernização da infraestrutura logística no estado, com investimentos em portos, estradas e terminais, além do fortalecimento da agricultura familiar, que poderá acessar novos mercados com apoio de programas de adaptação e certificação.

Integração econômica e efeitos globais

Durante a solenidade de promulgação, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou o caráter histórico da iniciativa, lembrando que a integração entre nações é resultado de decisões políticas voltadas à cooperação e ao desenvolvimento.

Já o chanceler Mauro Vieira reforçou o potencial econômico do acordo, destacando que a União Europeia é atualmente o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com cerca de US$ 100 bilhões em comércio de bens em 2025. Segundo ele, o tratado deve ampliar investimentos, modernizar o parque industrial brasileiro e integrar o país às cadeias globais de valor.

A senadora Tereza Cristina também ressaltou o longo processo de negociação, iniciado em 1999, e a importância da persistência diplomática para a concretização do acordo.

Vigência e expectativas

O Mercosul e a União Europeia reúnem, juntos, cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto estimado em US$ 22,4 trilhões. A expectativa do governo brasileiro é que o acordo entre em vigor em até 60 dias após a promulgação, dependendo da comunicação formal entre as partes.

Para o senador Laércio Oliveira, o momento representa não apenas um avanço comercial, mas uma estratégia de desenvolvimento. “Estamos diante de um instrumento que combina política econômica e política externa, alinhado a uma visão de crescimento sustentável, inclusão produtiva e geração de oportunidades para o Brasil e para Sergipe”, concluiu.


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