Catadoras de mangaba resistem à especulação imobiliária em Aracaju
Território extrativista protege bolsão verde na capital sergipana
A mangaba tornou-se símbolo da resistência de comunidades extrativistas em Sergipe. Em Aracaju, a expansão urbana e a especulação imobiliária ameaçam uma das principais atividades extrativistas de Sergipe: a coleta de mangaba. Nas região sul da capital, epicentro da zona de expansão urbana, estão algumas das últimas remanescentes de mangabeiras, mulheres que vivem da "cata" e do manejo do fruto e lutam para preservar o território que garante o sustento de dezenas de famílias e um modo de vida totalmente integrado à natureza.

"A gente está rodeado de uma selva de pedra. Eu me sinto guardando um tesouro da humanidade", desabafa a presidente da Associação das Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper (ACCMPLL), Maria Eliene Santos.
A entidade é a principal organização política e comunitária das famílias extrativistas da capital sergipana e ajuda a orientar a produção, a preservar os conhecimentos tradicionais e a fazer a interlocução com o Poder Público. Esse trabalho rendeu à associação o primeiro lugar na categoria Povos e Comunidades Tradicionais do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), no ano passado.
Ao todo, foram destinados R$ 45 mil à associação, que investiu na realização de oficinas e estudos para fortalecer o beneficiamento da mangaba e o turismo de base comunitária na região, com apoio de instituições como a Universidade Federal do Sergipe (UFS) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Confira matéria completa, com riqueza de imagens em Agência Brasil
A equipe da Agência Brasil viajou a Sergipe, entre os dias 5 e 7 de junho de 2026, a convite no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).