Aracaju (SE), 13 de janeiro de 2026
POR: José Lima Santana
Fonte: José Lima Santana
Em: 24/10/2024 às 14:42
Pub.: 24 de outubro de 2024

Sergipanidade :: Por José Lima Santana

José Lima Santana*

José Lima Santana - Foto: Arquivo pessoal

José Lima Santana - Foto: Arquivo pessoal

Outubro, dia 24. Era feriado estadual, para celebrar a emancipação de Sergipe. Ora, por que, então, dois feriados, 8 de julho e 24 de outubro, para comemorar o mesmo evento? Não se sabia ao certo o motivo do 24 de outubro. Para alguns, teria sido a data em que a notícia da decisão de Dom João VI em separar Sergipe da Bahia, a 8 de julho de 1820. Nada certo, porém. 

No governo de Albano Franco, deu-se o fim do feriado de 24 de outubro. Para seguir a ideia dos baianos que criaram o mote da baianidade, o acadêmico Luiz Antônio Barreto começou a divulgar entre nós o sentimento de sergipanidade.

Sergipanidade é, pois, o sentimento de pertencimento que nos deve nortear, nos deve abarcar, impulsionando em nós sergipanos o amor à nossa terra, o respeito à nossa gente e o senso de responsabilidade e preservação da nossa cultura. 

“Minha terra é Sergipe”, diz a canção do nosso folclore. Sim, a nossa terra é Sergipe, pedaço pequenino do imenso torrão chamado Brasil. Mas, um chão de onde brotou e brota pessoas, homens e mulheres, de grande envergadura em várias áreas do saber. 

Sergipanidade é o modo de sentir as nossas praias, a nossa comida típica, a nossa música, as nossas ricas manifestações folclóricas, as nossas paisagens litorâneas, cotinguibenses, agresteiras e sertanejas. É o modo de ser de todos nós, hospitaleiros, trabalhadores, às vezes “enfezados”, pois isso também faz parte de nós, ou, talvez, de todo mundo. 

Sergipanidade é quebrar caranguejos na praia, entornando uma geladinha. É beber água de coco, comer uma cocada branca ou preta, saborear uma boa moqueca, um ensopado, um catado de aratu, uma casquinha de siri mole, uma carne-de-sol, uma galinha caipira ao molho pardo, um doce de caju em calda. É chamar uns “caburncos da peste”, umas gotas-serenas e por aí a fora. 

Enfim, sergipanidade é ser como nós somos. E como nós somos? Sei lá...! Só sei que é assim, parafraseando Suassuna. 

*Padre (Paróquia Santa Dulce dos Pobres – Aruana - Aracaju), advogado, professor da UFS, membro da ASL, da ASLJ, da ASE, da ADL e do IHGSE.

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