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Aracaju (SE), 09 de julho de 2026
POR: Asscom Unit
Fonte: Asscom Unit
Em: 25/10/2022 às 14:30
Pub.: 25 de outubro de 2022

Quiet quitting: entenda o fenômeno que tem chamado atenção no mundo do trabalho

O termo “quiet quitting” vem sendo usado para caracterizar profissionais que popularmente fazem ‘corpo mole’, segundo especialista. 

Coordenadora do Unit Carreiras, Ana Paula Morais Lima - Foto: Asscom Unit

Coordenadora do Unit Carreiras, Ana Paula Morais Lima - Foto: Asscom Unit

O termo “quiet quitting” significa “demissão silenciosa”, e vem sendo usado para caracterizar profissionais que defendem estabelecer limites bem definidos entre o trabalho e a vida pessoal. Os integrantes desse grupo realizam as obrigações para continuarem empregados, mas não fazem mais do que o previsto para o cargo.

Apesar do que o nome sugere, os adeptos não desejam ser demitidos, mas apenas cumprir com o acordado: sair no horário, não trabalhar no final de semana e não adotar funções extras, são atitudes priorizadas  pelos trabalhadores.

De acordo com a coordenadora do Unit Carreiras, Ana Paula Morais Lima, o movimento se inicia a partir da sobrecarga de atribuições. “Entendo que existem situações onde o empregador abusa e acaba sobrecarregando o colaborador, é neste sentido que reforço a importância do colaborador saber medir o quanto além das suas atividades poderá exercer, sem ter o prejuízo do seu crescimento profissional e ao mesmo tempo preservando a sua qualidade de vida”, aponta. 

Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), no Brasil o número recorde de demissões mostra que os profissionais de maior escolaridade foram os que mais pediram para deixar o emprego. Entre janeiro e maio 2,9 milhões de trabalhadores brasileiros pediram para sair do trabalho, sendo o maior índice desde 2005.

As definições de demissão silenciosa variam de empregadores e gerentes que negam tempo, recursos ou oportunidades aos funcionários, incentivando-os a sair sem demiti-los imediatamente. “Quando um colaborador opta em fazer o ‘feijão com arroz' fica difícil para o gestor verificar e validar qualificações necessárias para a promoção e/ou permanência de seu colaborador. Além disso, é um complicador fazer só o solicitado porque acaba deixando de melhorar as competências e habilidades que fazem ser um profissional melhor qualificado”, explica.

Como já apontado pela coordenadora do Unit Carreiras, essa conduta é prejudicial para o trabalhador. "Nenhuma relação humana será bem-sucedida se você fizer o mínimo possível. As relações de trabalho não acontecem apenas entre você e o empregador. Há diversas outras pessoas envolvidas. Colegas, fornecedores, clientes etc. A ideia de que é possível trabalhar o mínimo com muita qualidade é ilusória e terá impacto sobre os demais”, explica.

Por mais que pareça tentador ajustar unilateralmente uma relação que está desbalanceada, adotando um comportamento de redução de impacto e de interesse, não é aconselhável que o profissional haja dessa maneira. “Essa postura dentro da empresa leva a um lugar que talvez não esteja sendo pensado, que é a possibilidade da não ascensão profissional e/ou uma demissão não esperada. Se não está feliz onde está, procurar um novo emprego faça mais sentido do que reduzir sua intenção no trabalho”, finaliza.

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