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Aracaju (SE), 22 de abril de 2026
POR: Ana Paula Machado
Fonte: Assessoria
Em: 20/04/2026 às 14:58
Pub.: 22 de abril de 2026

Projeto leva saberes de terreiro e do mangue à escola em Aracaju e encerra ciclo no Abril Verde

Projeto leva saberes de terreiro e do mangue à escola em Aracaju e encerra ciclo no Abril Verde - Foto: Assessoria

O projeto “Mulheres de Mar – Encruzilháguas de Saberes” realiza sua última atividade formativa no próximo encontro com estudantes da EMEF Florentino Menezes, localizada no bairro Areia Branca, zona de expansão de Aracaju. A ação integra a programação do Abril Verde, mês dedicado ao enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa em Sergipe.

A iniciativa leva para o ambiente escolar saberes construídos no território por mulheres marisqueiras, mulheres de terreiro e moradoras da comunidade da Zenza, conectando práticas ancestrais de cuidado, uso de ervas medicinais, relação com o mangue e experiências das culturas de matriz africana.

Desenvolvido pelo Ilê Àṣẹ Iyá Agbá L’odò Omiró em parceria com o Instituto Aláfia Social / Casa de Mar – Ponto de Cultura, o projeto iniciou suas atividades com encontros formativos realizados na própria comunidade, consolidando um espaço de escuta, partilha e fortalecimento de identidades.

Agora, ao chegar à escola por meio da articulação com a ação “Casa de Mar vai à escola”, o projeto amplia seu alcance ao promover o diálogo direto com estudantes e educadores, aproximando o conhecimento tradicional do espaço educativo. Neste último encontro, o foco estará no fortalecimento de uma educação antirracista e na promoção do respeito à diversidade religiosa, a partir das vivências e experiências das mulheres do território. As atividades também abordam temas como saúde popular, práticas de cuidado com ervas, preservação ambiental e a importância do mangue para a comunidade.

Para a Ìyálòrìá¹£à Marta Salles, coordenadora do projeto, levar esses saberes para a escola é ampliar o alcance do conhecimento produzido no território. “Quando a gente entra na escola com esses saberes, a gente rompe silêncios, enfrenta preconceitos e constrói caminhos para que essas histórias continuem vivas, sendo reconhecidas como conhecimento”, afirma.

A ação integra o Abril Verde, instituído pela Lei Estadual nº 9.404/2024, que estabelece o mês de abril como período de mobilização para o combate ao racismo religioso e à intolerância religiosa, incentivando iniciativas educativas em escolas e comunidades.

A iniciativa é realizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Edital nº 011/2024 – Cultura Viva (Pontos e Pontões de Cultura), executado pela FUNCAJU.

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