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Aracaju (SE), 04 de fevereiro de 2026
POR: Laís Marques
Fonte: Ascom Unit
Em: 12/12/2025 às 08:31
Pub.: 12 de dezembro de 2025

Do cheque ao PIX: por que a formação em Direito precisa acompanhar as transformações atuais

Coordenador da Unit destaca como as mudanças sociais e tecnológicas exigem atualização de conteúdos, metodologias e novos caminhos profissionais

Do cheque ao PIX: por que a formação em Direito precisa acompanhar as transformações atuais - Foto: Ascom Unit

O ensino jurídico atravessa um período de ajustes contínuos. À medida que a sociedade evolui e tecnologias remodelam as interações humanas, o Direito é chamado a acompanhar essas mudanças com agilidade, e as instituições formadoras precisam acompanhar esse ritmo. Em todo o país, cresce a discussão sobre como preparar profissionais aptos a enfrentar demandas contemporâneas, que vão do universo digital ao surgimento de novas áreas de atuação.

Para Mário Jorge Fortes, coordenador do curso de Direito da Universidade Tiradentes (Unit), essa atualização deixou de ser uma escolha e se tornou uma demanda imposta pela própria dinâmica social. Segundo ele, observar o passado recente ajuda a compreender por que a formação jurídica precisa se renovar. “Há não muito tempo, os debates em Direito do Consumidor tratavam de questões como cheque pré-datado. Hoje, esse cenário deu lugar a discussões sobre compras pela internet, PIX, golpes virtuais e proteção do consumidor nas plataformas digitais. O cheque praticamente desapareceu, e agora tudo gira em torno do ambiente online”, explicou.

Na visão do coordenador, esse contexto exige que o ensino reflita as transformações da sociedade. “Não faz mais sentido estudar Direito do Consumidor sem incluir Direito Digital, proteção de dados e segurança no e-commerce. Os temas estão conectados, e o profissional precisa entender essa nova complexidade. Isso demonstra que o Direito é vivo. As relações mudam, os conflitos mudam e, por isso, as leis, e as formas de ensiná-las, também devem ser atualizadas para que o aluno esteja preparado para uma realidade cada vez mais digital e integrada”, pontua.

Entre teoria, prática e novas demandas

Outro ponto importante da discussão é o equilíbrio entre teoria e prática na formação jurídica. Mário Jorge reconhece que o curso, naturalmente, conta com forte base teórica, resultado da ampliação dos ramos do Direito e da necessidade de uma sólida fundamentação. Porém, ele reforça que a teoria isolada não é suficiente para a formação de um profissional preparado para problemas complexos.

“O estudante precisa desenvolver pensamento crítico e capacidade de relacionar diferentes áreas. Apenas o conteúdo teórico não garante uma formação plena. Por isso, práticas jurídicas, estudos de caso, estágios e simulações são fundamentais, pois colocam o aluno diante de situações reais. Essa combinação fortalece a postura investigativa do futuro jurista, permitindo que ele compreenda tanto o texto legal quanto os fatores sociais que originam os conflitos, preparando-o para contextos mais amplos e dinâmicos”, destaca.

Com essa revolução tecnológica, surgiram novas possibilidades de carreira, e os cursos precisam contemplar esses caminhos. Mário lembra que, além das carreiras tradicionais, advocacia, magistratura, Ministério Público, procuradorias, outros campos vêm ganhando relevância, como o Data Protection Officer (DPO), ou encarregado de proteção de dados. “Essas funções surgem justamente da necessidade de tratar grandes volumes de informações, garantir privacidade e atender às novas regulamentações digitais. Por isso, as universidades devem apresentar essas alternativas aos estudantes, ampliando o campo de visão e superando a ideia de que o Direito se limita às áreas clássicas”, recomenda.

Crescimento das carreiras jurídicas

O Brasil conta, conforme dados de 2024 citados por Mário Jorge, com cerca de 6,4 milhões de bacharéis em Direito. O número é expressivo e reforça a importância de uma formação diversificada, já que apenas uma parte desses profissionais segue para a advocacia. “Com o avanço das tecnologias e dos meios digitais, hoje é possível exercer atividades jurídicas em qualquer parte do país, mesmo à distância. Um advogado pode atuar em Sergipe morando em outro estado. Isso amplia as chances, mas também aumenta a competitividade”, observa.

Dentro desse cenário, ele indica que o diferencial estará tanto na boa formação técnica quanto na abertura para atuar em campos inovadores e atender demandas emergentes, especialmente as ligadas ao digital. Além disso, as ferramentas tecnológicas e a inteligência artificial impactam diretamente a rotina acadêmica e profissional. “Se por um lado algumas atividades podem deixar de existir, por outro surgem novas possibilidades, ampliando as áreas de atuação e criando caminhos inéditos de especialização”, avalia.

Mário também lembra que o acesso ao estudo nunca foi tão amplo: vídeos, plataformas, resumos e mapas mentais complementam o estudo tradicional. Por outro lado, essa abundância pode dispersar o estudante, que precisa aprender a utilizar os recursos de maneira assertiva. “Propor desafios práticos, resolução de casos concretos e participação em competições jurídicas aumenta o engajamento e dá significado ao aprendizado”, completa.

OAB e concursos: quando começar?

Sobre o momento ideal para iniciar a preparação para o exame da OAB, o coordenador explica que isso depende dos planos do estudante. Ele destaca que, embora existam milhões de graduados, pouco mais de um milhão estão inscritos na Ordem, e isso não é um problema, já que a formação abre portas para muitas carreiras além da advocacia. “Para quem pretende advogar, o ideal é começar cedo, desde o primeiro período, buscando experiências práticas, construindo redes de contato e, sempre que possível, estagiando em escritórios. A vivência é essencial para desenvolver raciocínio jurídico e familiaridade com os procedimentos”, orienta.

Já para quem busca concursos públicos, o coordenador recomenda aproveitar a graduação para estudar editais, conversar com professores e compreender as exigências de cada seleção. “Tanto a OAB quanto os concursos cobram teoria e escrita jurídica, exigindo domínio dos conteúdos e capacidade de argumentação”, finaliza.


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