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Aracaju (SE), 04 de fevereiro de 2026
POR: Laís Marques
Fonte: Ascom Unit
Em: 09/12/2025 às 09:49
Pub.: 09 de dezembro de 2025

Estudo investiga a evolução das pesquisas sobre Cidades Inteligentes no Brasil

Trabalho de Iniciação Científica mapeia a produção acadêmica nacional entre 2013 e 2023 e evidencia o papel da inovação, sustentabilidade e governança na transformação urbana

Estudo investiga a evolução das pesquisas sobre Cidades Inteligentes no Brasil - Foto: Ascom Unit

A combinação entre tecnologia, sustentabilidade e gestão pública vem dando forma ao conceito contemporâneo de Cidades Inteligentes, espaços urbanos que utilizam dados e soluções tecnológicas para aprimorar serviços, otimizar recursos e elevar a qualidade de vida da população. Mais do que um avanço técnico, trata-se de um modelo de desenvolvimento que coloca o cidadão no centro das decisões e busca alternativas adequadas à realidade local, um desafio que ganha contornos ainda mais complexos em um país tão diverso quanto o Brasil.

Com o propósito de entender como esse debate tem sido desenvolvido no meio acadêmico brasileiro, o estudante de Direito da Universidade Tiradentes (Unit), Gustavo Oliveira de Santana, realizou o estudo intitulado “Estudo Bibliométrico da Produção Científica sobre Cidades Inteligentes nas bases SCIELO e BDTD, no período de 2013 a 2023, no Brasil”. A pesquisa, orientada pelo professor Diogo de Calasans Melo Andrade e com colaboração de Letícia Cruz, integra a linha de pesquisa Direito e Novas Tecnologias e teve como foco analisar o avanço, as tendências e as lacunas da produção científica nacional sobre o tema.

De acordo com Gustavo, o interesse em investigar o assunto nasceu da percepção de que as Cidades Inteligentes representam uma das pautas mais relevantes do século XXI. “As cidades estão em constante transformação e precisam de soluções que unam tecnologia, sustentabilidade e inclusão social. Pesquisar sobre isso é compreender o presente e pensar o futuro”, afirmou.

O estudante explica que o estudo bibliométrico buscou organizar o conhecimento já produzido no país, mostrando a evolução das publicações e apontando as áreas de maior destaque. “Percebemos um crescimento significativo e contínuo nas pesquisas sobre Cidades Inteligentes no Brasil entre 2013 e 2023. Esse avanço demonstra que o tema amadureceu e se consolidou como um campo interdisciplinar de grande relevância científica”, detalhou.

Um panorama amplo sobre as cidades inteligentes

O levantamento identificou que os principais eixos das pesquisas brasileiras se concentram em sustentabilidade, governança e inovação tecnológica. Para Gustavo, esses aspectos revelam que o debate nacional vai além da simples aplicação de ferramentas digitais, envolvendo também o desenvolvimento humano. “O olhar brasileiro sobre o tema tem sido voltado para os impactos sociais e urbanos, e não apenas para o uso de tecnologia. A preocupação é em como essas soluções podem contribuir para uma gestão pública mais eficiente e uma vida urbana de melhor qualidade”, observou.

Entre os pontos mais importantes do estudo está a necessidade de adaptar o conceito de Cidades Inteligentes à realidade do país. Segundo o pesquisador, não é possível reproduzir modelos de nações desenvolvidas sem considerar os desafios locais. “As cidades brasileiras convivem com problemas específicos, como mobilidade urbana, saneamento básico e desigualdade social. Qualquer estratégia inteligente precisa partir dessa realidade. O estudo da produção científica nacional mostra justamente como o Brasil vem moldando essas ideias ao seu contexto”, explicou.

O trabalho também evidencia o protagonismo da ciência brasileira nesse debate, propondo soluções e caminhos para políticas públicas mais efetivas e inclusivas. “Ao mapear as publicações, conseguimos identificar quem está pesquisando o tema, em quais regiões e com quais abordagens. Isso abre espaço para parcerias entre universidades, governos e empresas, fortalecendo a inovação e o desenvolvimento urbano sustentável”, ressaltou.

Para o estudante, esse tipo de levantamento funciona como um verdadeiro guia do conhecimento. “Ele mostra os avanços já conquistados e as lacunas que ainda precisam ser preenchidas, permitindo que gestores e pesquisadores atuem de forma mais estratégica. A pesquisa serve de base para orientar políticas públicas e investimentos sustentados em evidências científicas”, completou.

O equilíbrio nas cidades do futuro

Além de reunir dados e análises, a pesquisa também propõe uma reflexão sobre o papel ético e social da tecnologia nas cidades. Gustavo defende que o uso consciente dos dados e das ferramentas digitais pode gerar transformações significativas, desde que conduzido de maneira responsável. “A tecnologia tem poder transformador, mas também um dever ético. Ela pode tornar o transporte mais eficiente, melhorar o saneamento e agilizar serviços públicos. No entanto, é essencial garantir acesso igualitário e evitar que a inovação aprofunde desigualdades”, pontuou.

Em sua visão, as cidades do futuro serão ambientes sustentáveis, conectados e participativos. “Imagino cidades verdes, resilientes e guiadas pela colaboração. A tecnologia deve estar a serviço da cidadania, e não o contrário. As decisões sobre o espaço urbano precisam ser transparentes e participativas, com uso ético e responsável das informações”, destacou.

O pesquisador acrescenta que, ao unir sustentabilidade, inovação e governança, as Cidades Inteligentes deixam de ser uma ideia futurista e se transformam em uma estratégia concreta de desenvolvimento humano. “Serão cidades inteligentes em tecnologia, mas sábias em suas escolhas, sempre priorizando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas”, complementou.

Ciência, aprendizado e futuro profissional

Gustavo considera que participar da Iniciação Científica foi uma experiência marcante e decisiva para sua trajetória acadêmica. Em sua quarta pesquisa na área, ele reconhece que o programa foi essencial para despertar o interesse pela vida científica. “A IC me ensinou a pensar criticamente e a entender o papel da ciência na sociedade. Cada etapa da pesquisa me aproximou mais dos problemas urbanos e da importância de produzir conhecimento com impacto social”, relatou.

O estudante também ressalta a relevância da Universidade Tiradentes no processo. “A Unit teve papel fundamental, oferecendo estrutura, suporte institucional e orientação de excelência. A universidade não apenas me proporcionou os recursos necessários, mas também despertou em mim a vocação para a pesquisa. A Iniciação Científica é uma das experiências mais enriquecedoras da graduação, é nela que aprendemos a investigar, questionar e propor soluções reais. Ela nos forma como agentes de transformação social”, concluiu.


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