Aracaju (SE), 01 de julho de 2022
POR: Letícia Sandes
Fonte: AGÔ - Comunicação Estratégica
Em: 03/05/2022 às 16h10
Pub.: 03 de maio de 2022

Alta no empreendedorismo pode ter índices mais baixos no pós-pandemia, diz especialista


André Gabillaud, diretor geral da Brain - Foto: AGÔ - Comunicação Estratégica

André Gabillaud, diretor geral da Brain - Foto: AGÔ - Comunicação Estratégica

Desde o primeiro ano de pandemia, o Brasil vem registrando índices históricos quando o assunto é empreendedorismo. Foi já em 2020, quando o Brasil  encerrou o ano com cerca de 20 milhões de negócios ativos, que teve início a alta de pequenos empreendedores em níveis nunca antes atingidos. De lá para cá, a taxa de negócios abertos vem crescendo significativamente. Em 2021, de acordo com o Ministério da Economia, o país atingiu o maior número de abertura de negócios em um período de quatro meses.


Mesmo com o crescimento nesse setor, influenciado pela crise sanitária e com crescimento frequente desde então, profissionais da área avaliam a incerteza quanto ao fenômeno se tornar uma tendência de mercado. É o que explica o engenheiro de produção e diretor geral do Grupo Brain, empresa de gestão empresarial, André Gabillaud.


“É difícil afirmar se é uma tendência , pois existem outros fatores que estão associados como a taxa de juros, a inflação, e até a própria guerra na Ucrânia. Tudo isso favorece para alguns e abala outros. Essa balança de aberturas de novos negócios deverá ser percebida nos próximos meses e acredito que não será tão crescente como na pandemia”, argumenta o engenheiro de produção.


Ele salienta ainda que, apesar do crescimento neste ato empreendedor, é nítido que a pandemia teve grande papel nisso, com a geração de diversas demissões em função das falências empresariais, empurrando essa massa de profissionais para a ação empreendedora. “Ela exterminou negócios e promoveu outros também. Essa promoção gerou esse comportamento com certeza”, afirma Gabillaud.


Segundo o engenheiro, ao adentrar no cenário empreendedor, é preciso levar em consideração os pilares básicos de todo negócio: qual a dor que o cliente em potencial sente?; o produto ou serviço que ele vai entregar resolve essa dor?; Canal de distribuição ( qual ou quais canais de venda serão utilizados?;  Monetização  ( de que maneira esse produto ou serviço será cobrado e como teremos retorno sobre o que vendemos).


Dessa forma, mais que abrir um empreendimento por fatores como a pandemia, de forma “obrigada”, resultando, muitas vezes, em algo sem êxito, os pequenos empreendedores podem fazer da estatística algo além da necessidade gerada a partir da pandemia, iniciando negócios prósperos.


“São diversos desafios que um novo empreendedor enfrenta. É claro que todos eles estão associados ao modelo de negócios que a empresa está adotando. Podemos com certeza usar diversas ferramentas gerenciais como o Plano de Negócios, o Plano Estratégico, o Orçamento Empresarial, Padronização de Processos, Indicadores de Gestão e muitos outros. O Planejamento Estratégico, por exemplo,  serve como uma bússola empresarial, direcionando os esforços empresariais rumo ao objetivo da alta administração . Em negócios pequenos ele é ainda mais fundamental , pois a ausência de maturidade do empreendedor pode ser minimizada a partir do uso deste instrumento gerencial”, garante o diretor geral do Grupo Brain.


Nesse cenário, Gabillaud destaca também que o Grupo Brain possui diversos pacotes de ajuda a pequenos empreendedores, a exemplo de mentorias estratégicas, mentoria de processos , mentoria de finanças , mentoria de compras e estoque , de vendas e marketing. Tudo isso pensado para atender às demandas de cada tipo de negócio.

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