Mercado cresce para o repolho em Lagarto e irrigação pública auxilia produção no inverno
Produtores rurais recebem irrigação e assistência técnica da Cohidro, com estação meteorológica que mede volume diário de chuvas.
Mercado cresce para o repolho em Lagarto e irrigação pública auxilia produção no inverno (Foto: Arquivo Pessoal)
Gerente do Perímetro Irrigado Piauí, Gildo Lima conta que, mesmo com as incertezas do clima, o que tem incentivado o produtor a plantar repolho é o mercado local, com demanda crescente pela oferta do produto por mais tempo durante o ano. “Em outras épocas, vinha um pessoal de Itabaiana com caminhão e tirava todo repolho, colhia tudo num dia e só e levava. Mas agora, o mercado aqui em Lagarto está escoando toda a produção de repolho do perímetro”, destacou o gerente.
Os donos dos lotes sempre optam por plantar o repolho no clima frio, pois com o calor aparecem as pragas, como a broca e a mosca branca, inviabilizando a produção. O produtor rural Gilvan Silva destinou duas áreas de seu lote no perímetro Piauí para a produção de repolho, que somam 0,5 ha. A produção foi boa, porque ele aproveitou as primeiras chuvas para o plantio. “Por aqui, o inverno não traz muita praga, porque ela não gosta do frio da chuva; aí a gente quase não usa defensivos. No verão precisa mais, porque tem muita praga. O repolho gosta muito de frieza”, afirma o agricultor irrigante, que vende toda a sua produção para o comércio local de Lagarto.
Em roças com mais de 65 dias de plantio, a colheita do repolho já está chegando ao fim, não restando mais do que 0,5 ha já em época de colher. Além de fornecer a irrigação, a Cohidro também presta assistência técnica para os produtores sobre o momento ideal para início do plantio, a partir de dados coletados diariamente na Estação Meteorológica instalada junto ao escritório do perímetro, como conta o gerente do Piauí. “A época mais propícia para o plantio do repolho é o inverno e não requer muito agrotóxico. O cultivo se habitua muito à frieza, ao solo frio, muita chuva e não precisa usar muitos defensivos para combater as pragas”, disse Gildo Lima.
Em dias de chuva, as bombas do perímetro irrigado ficam paradas, mas voltam à ativa em casos especiais, como o do repolho e de outras culturas. “A gente fica atento, para oferecer a irrigação através da Cohidro e dar o suporte que eles precisam, como parte de acompanhamento técnico. Pela Estação Meteorológica lá na Cohidro sabemos, todos os dias, quantos milímetros choveu. Se for pouco, como o repolho requer mais água, a gente sempre fica em comunicação com o produtor e faz, da melhor forma, um abastecimento de água extra”, conclui Gildo, gerente do perímetro Piauí.