Aracaju (SE), 22 de julho de 2026
POR: Ascom Fecomse
Fonte: Ascom Fecomse
Em: 28/05/2021 às 08:19
Pub.: 28 de maio de 2021

Ronildo Almeida sobre feriados: "Empresariado não aceita fazer acordo para abertura de todo o comércio, porque não quer sentar à mesa e discutir"

Ronildo Almeida, presidente da Fecomse (Foto: Ascom Fecomse)

Ronildo Almeida, presidente da Fecomse (Foto: Ascom Fecomse)

Na próxima semana, dia 3 de junho, tem feriado de Corpus Christi e o funcionamento do comércio em Sergipe já está na pauta das discussões. Para o presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Estado de Sergipe (Fecomse), Ronildo Almeida, a abertura ou não do comércio é assunto polêmico nos últimos tempos, com o patronato usando discursos variados a depender do que melhor lhe convier.

“Buscando confundir os governantes e os menos desavisados, a verdade é que o empresariado não aceita fazer acordo para abertura de todo o comércio em determinadas datas que são feriados, porque não quer sentar à mesa e discutir o fechamento da convenção coletiva de trabalho da categoria”, argumenta Ronildo Almeida.

“Os próprios empresários não aceitam fazer acordo para abertura do comércio, se negam em discutir reajustes salariais e dívidas passadas que o setor tem com os seus empregados e não debatem condições de trabalho dos comerciários e comerciárias, aguardando decretos governamentais para criar factoides na opinião pública”, destaca Almeida.

Segundo o dirigente sindical, a pauta de reivindicação dos trabalhadores foi entregue à Federação do Comércio, representada pelo deputado federal Laércio Oliveira, e aos demais empresários, representados pelos seus sindicatos, no final do ano passado e não há avanços até o momento.

“É preciso urgentemente que o setor patronal desça do pedestal e venha dialogar com a comissão de representante dos trabalhadores e trabalhadoras. Estamos em um momento difícil com a pandemia, onde existem contaminações e mortes. Precisamos discutir as necessidades da classe trabalhadora em geral, e as dos comerciários e comerciárias, que estão na linha de frente e nenhuma hora parada durante a pandemia”, pontua o presidente da Fecomse.

Ronildo Almeida ressalta que a categoria continua firme, trabalhando, sem vacina, enfrentando todos os riscos diários e movimentando a economia para o Estado e para os municípios.

“É preciso que as autoridades se sensibilizem e incluam como prioridades também esses trabalhadores e trabalhadoras que estão na linha de frente, sem desmerecer as demais. Nós, comerciários e comerciárias, estamos garantindo o abastecimento, com o nosso suor, de todos os produtos consumidos de forma em geral, desde os alimentos até os medicamentos. Esperamos mais respeito pela mão-de-obra comerciária, que gera impostos e riquezas para o Estado e para os municípios.  Esperamos que nossas necessidades e nossos pleitos sejam respeitados, não como um favor, mas como pagamento pelo trabalho efetivo que realizamos”, argumenta Ronildo Almeida.

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