Ronildo Almeida sobre feriados: "Empresariado não aceita fazer acordo para abertura de todo o comércio, porque não quer sentar à mesa e discutir"
Ronildo Almeida, presidente da Fecomse (Foto: Ascom Fecomse)
“Buscando confundir os governantes e os menos desavisados, a verdade é que o empresariado não aceita fazer acordo para abertura de todo o comércio em determinadas datas que são feriados, porque não quer sentar à mesa e discutir o fechamento da convenção coletiva de trabalho da categoria”, argumenta Ronildo Almeida.
“Os próprios empresários não aceitam fazer acordo para abertura do comércio, se negam em discutir reajustes salariais e dívidas passadas que o setor tem com os seus empregados e não debatem condições de trabalho dos comerciários e comerciárias, aguardando decretos governamentais para criar factoides na opinião pública”, destaca Almeida.
Segundo o dirigente sindical, a pauta de reivindicação dos trabalhadores foi entregue à Federação do Comércio, representada pelo deputado federal Laércio Oliveira, e aos demais empresários, representados pelos seus sindicatos, no final do ano passado e não há avanços até o momento.
“É preciso urgentemente que o setor patronal desça do pedestal e venha dialogar com a comissão de representante dos trabalhadores e trabalhadoras. Estamos em um momento difícil com a pandemia, onde existem contaminações e mortes. Precisamos discutir as necessidades da classe trabalhadora em geral, e as dos comerciários e comerciárias, que estão na linha de frente e nenhuma hora parada durante a pandemia”, pontua o presidente da Fecomse.
Ronildo Almeida ressalta que a categoria continua firme, trabalhando, sem vacina, enfrentando todos os riscos diários e movimentando a economia para o Estado e para os municípios.
“É preciso que as autoridades se sensibilizem e incluam como prioridades também esses trabalhadores e trabalhadoras que estão na linha de frente, sem desmerecer as demais. Nós, comerciários e comerciárias, estamos garantindo o abastecimento, com o nosso suor, de todos os produtos consumidos de forma em geral, desde os alimentos até os medicamentos. Esperamos mais respeito pela mão-de-obra comerciária, que gera impostos e riquezas para o Estado e para os municípios. Esperamos que nossas necessidades e nossos pleitos sejam respeitados, não como um favor, mas como pagamento pelo trabalho efetivo que realizamos”, argumenta Ronildo Almeida.