Especialistas dão dicas de como usar o PIX de forma segura
Especialistas dão dicas de como usar o PIX de forma segura (Foto de arquivo: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil)
Com ele, poderemos usar o serviço em qualquer dia, até mesmo nos feriados, e em qualquer horário. As transferências bancárias, por exemplo, cairão instantaneamente nas contas de qualquer instituição financeira. Os usuários poderão fazer ainda compras e pagamentos por meio de seus celulares e os lojistas / comerciantes receberão imediatamente. Com isso, os brasileiros que aderirem o sistema vão se despedir do dinheiro, dos cartões e dos boletos. As instituições públicas também farão parte do PIX, ajudando os contribuintes a pagarem mais facilmente seus tributos/impostos.
Para efetivação dos cadastros, as pessoas terão que criar uma chave de segurança, “a chave PIX”, que funcionará como a identificação do usuário no Banco Central. Ele poderá ser realizado por e-mail, CPF, número de telefone celular ou ainda por um código de números e letras aleatórios (chamado de EVP). Vale registrar também que cada conta bancária terá direito a ter até cinco chaves.
Eveline Correia de Castro, advogada, professora, coordenadora do Curso de Direito da Estácio e especialista em LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), dá dicas importantes para as pessoas se livrarem de possíveis golpes e fraudes na hora que forem realizar seus cadastros no PIX. Confira:
1) Se houver alguma fraude, faça um boletim de ocorrência na delegacia mais perto de sua casa e comunique imediatamente, de maneira formal, o seu banco;
2) Bloqueie o celular e as contas que estejam nele;
3) Use apenas o aplicativo do banco com seu respectivo PIX;
4) Se o seu celular for roubado, vá ao banco para bloquear a chave de segurança, com urgência, e também peça à operadora de telefonia para bloquear o número. E não esqueça de registrar uma ocorrência na delegacia;
5) Não siga links recebidos por meio de mensagens eletrônicas; e
6) De preferência, faça sua chave de segurança do PIX na sua própria agência bancária;
Eduardo Andrade, professor da Estácio de Defesa Cibernética e perito criminal da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, especializado em Computação Forense, Perícia Digital e Segurança Cibernética, reconhece que o PIX é bastante seguro, porém ele pede à conscientização das pessoas, pois até as grandes instituições governamentais nacionais e internacionais, às vezes, são invadidas.
O especialista também recomenda algumas ações preventivas:
1) Não clique em nenhum link recebido por seu celular ou e-mail (pessoal ou corporativo);
2) Não confirme seus dados pelo telefone (celular e fixo), principalmente os bancários, lembre-se que as instituições financeiras não fazem isso;
3) Evite anotar o número de seu CPF em agendas e blocos de anotações;
4) Sempre que possível, faça contato com o gerente de sua conta corrente ou poupança, é sempre bom conhecê-lo / saber o nome dele em caso de alguma urgência;
5) Mantenha o sistema operacional e as aplicações instaladas sempre atualizados;
6) Seja cuidadoso ao instalar aplicações desenvolvidas por terceiros, como complementos, extensões e plugins;
7) Use aplicações de fontes confiáveis e que sejam bem avaliadas pelos usuários;
8) Cuidado ao usar redes Wi-Fi públicas;
9) Mantenha interfaces de comunicação, como bluetooth, infravermelho e Wi-Fi, desabilitadas e somente as habilite quando for necessário;
10) Faça backups periódicos dos dados nele gravados e mantenha as informações sensíveis sempre em formato criptografado; e
11) Cadastre uma senha de acesso que seja bem elaborada e, se possível, configure-o para aceitar senhas complexas (alfanuméricas).
“Qualquer produto novo que seja lançado no ambiente tecnológico, principalmente os que envolvem transações financeiras, requer cuidados especiais quanto à instalação e a sua utilização, principalmente. O PIX não será diferente mesmo usando a estrutura do Banco Central, por meio de recursos que envolvam as “chaves PIX”, que deverão ser cadastradas nos aplicativos que já estamos acostumados a utilizar, no caso de clientes antigos. Já os novos clientes das instituições financeiras deverão ser orientados quanto ao uso seguro desses aplicativos em seus dispositivos móveis”, comenta Andrade.