Abras aponta crescimento do consumo após proibição das bets no país
Presidente da entidade está Sergipe, onde participa do evento Supervendas 10ª edição, realizado pela Associação Sergipana de Supermercados (Ases)
Em Aracaju, onde participa do Supervendas Sergipe 10ª edição, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, anunciou estudos da entidade que a apontam o aumento do consumo nos lares brasileiros após a proibição das bets no país, vigente desde a publicação da Medida Provisória 1394/2026.
Segundo a pesquisa, observa-se um crescimento real de 6% no volume no consumo realizado em em todos os canais do varejo alimentar, abrangendo supermercados, atacarejos, mercearias e demais formatos.
Para João Galassi, os registros analisados são dados importantes e relevantes para toda a sociedade. “O crescimento é um dado confirmado, pois converge exatamente com a redução da transferência de Pix durante a proibição, ou seja, há uma redução de transações feitas por Pix e há um aumento do consumo em comum em todos os segmentos. O impacto é ainda maior em regiões como Sul e Nordeste, onde era forte a presença das bets” , destacou.
Conforme o estudo da Abras, no período compreendido entre 5 a 11 de outubro, o desempenho do varejo alimentar apresentou alta de 6,5% no Brasil em relação ao mesmo período no ano anterior. A região Sul e a região que compreende Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro tiveram o maior índice de crescimento, ambas de 10,6%.
Em seguida, o Nordeste apresentou crescimento de 6,5% e o interior de São Paulo, de 5,6%. Completam a lista de crescimento as regiões da Grande Rio de Janeiro (4%), Centro-Oeste (3,6%) e Grande São Paulo (1,2%).
O desempenho do varejo alimentar brasileiro manteve a tendência de crescimento na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro. No Brasil, a alta foi de 6,3% em relação ao mesmo período no ano anterior. Entre as regiões, a Sul continuou como a que teve o maior índice de crescimento, de 9%, seguida pela região que compreende Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro (7,1%) e Grande Rio de Janeiro (6%). Interior de São Paulo e Grande SP tiveram índices de crescimento de 5,6% e 5,5%, respectivamente. Nordeste e Centro-Oeste completam o desempenho positivo com 4,5% e 3,5%.
Estes números têm forte relação com dados públicos do Banco Central do Brasil que mostram uma redução imediata de 10% no número de transações em Pix no país quando as bets foram proibidas; atualmente, esse número está em 7%.
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