Infâncias nos territórios tradicionais em Sergipe é o tema da segunda exposição fotográfica do projeto Povos das Águas
Celebrando as infâncias e o projeto de futuro nos territórios, o projeto Povos das Águas, realizado pela Associação dos Pequenos Agricultores do Estado de Sergipe (APAESE), com o apoio do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e em parceria com a Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental, realizou a sua segunda exposição fotográfica, desta vez com o tema “Infâncias no Território”, exaltando os trabalhos feitos nos municípios de Pacatuba e Brejo Grande com as Cirandas do Mangue.
A exposição integrou a programação do evento “Abastecimento popular em tempos de crise climática: Produzir, Alimentar e Resistir”, organizado pelo MPA, Raízes do Brasil e do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Sergipe (DCOS – UFS), local onde aconteceu a exposição, que teve o lançamento na quinta-feira, dia 22 de outubro.
As cirandas foram pensadas na proposição do projeto como um espaço de acolhimento e de transformação realizado com a juventude e as crianças em cada comunidade. Entendendo que muitas vezes às crianças são designados espaços deslocados da realidade das comunidades, a proposta é fazer a integração dos temas que atravessam as comunidades tradicionais desde a primeira infância, com atividades lúdicas e educativas, realizadas por cirandeiros que participaram de formações para exercer a função.
Projeto de transformação
Dentro do projeto Povos das Águas acontecem regularmente 12 cirandas do mangue coordenadas por cirandeiras e cirandeiros formados a partir do curso de Educadores Populares Ambientais. As cirandas de Pacatuba acontecem nos povoados Ponta dos Mangues, Ponta de Areia, Siqueira, Boca da Barra, Aracaré e na Aldeia Fulkaxó.
Já em Brejo Grande, as cirandas acontecem na sede do município, nos quilombos Resina, Santa Cruz, Carapitanga e Brejão dos Negros e no povoado Saramém.
De acordo com Elielma Vasconcelos, coordenadora pedagógica do projeto, as cirandas inseridas no projeto estão acontecendo e surpreendendo não só a equipe, mas toda a comunidade.
“A gente consegue perceber que esse trabalho com as infâncias está dando certo, conseguimos nos organizar mensalmente para preparar as cirandas, os encontros com as crianças envolvem a criatividade no trabalho com brinquedos, brincadeiras, desenhos.
É um momento de encontro, de interação. Nossa metodologia entende a ciranda como um processo de coletividade e essa coletividade envolve também todo o território”, afirmou Elielma.
“Fazer uma exposição a partir das cirandas nos territórios é, principalmente, evidenciar o que eles têm de mais rico que são as crianças. A exposição também é uma oportunidade para que os territórios saiam dos seus territórios e mostrem ao mundo o que temos feito no projeto, mas principalmente o dia-a-dia e o sentimento nas comunidades. É onde outros podem vivenciar os momentos do cotidiano através da fotografia”, ressaltou Lenilce Santos, coordenadora das cirandas no projeto e no MPA.
Confira Também:
✅ Nexxus - Plano de Atendimento Médico; Sem Mensalidade e Sem Carência. Pergunte-me como...