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Aracaju (SE), 09 de abril de 2026
POR: Osanilde Oliveira
Fonte: Osanilde Oliveira
Em: 09/04/2026 às 09:11
Pub.: 09 de abril de 2026

O Boticário lança movimento ‘Code Her’ para conscientizar mulheres a denunciar e agir contra crimes de manipulação de imagens digitais

Ações fazem parte do movimento da marca de perfumaria feminina Her Code, que desde 2023, abre conversas sobre os tabus que ainda existem sobre o prazer feminino 

O Boticário lança movimento ‘Code Her’ - Foto: O Boticário

As denúncias de misoginia, violência ou discriminação contra mulheres, aumentaram 224,9% em relação ao ano anterior. Esse dado da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos da ONG SaferNet materializa um medo feminino crescente: de ser exposta publicamente em imagens falsas criadas com inteligência artificial. Atento ao cenário, o Boticário criou o movimento Code Her, composto por ações que contemplam um bot que alerta sobre tentativas de modificação e sexualização de fotos por IA, e a disponibilização de uma cartilha digital com as informações necessárias para denunciar e agir sobre possíveis implicações legais. 

A iniciativa está alinhada ao posicionamento da marca de perfumaria feminina Her Code que, desde 2023, abre conversas e iniciativas para as mulheres sobre a temática do prazer feminino que, ainda que tenha avançado em discussões, segue cercado por muitos tabus, e infelizmente, de violações graves contra o corpo feminino. “É importante destacar que a inteligência artificial trouxe inúmeras possibilidades positivas e que é a intenção humana por trás do prompt que pode torná-la uma ferramenta de exposição e vulnerabilização públicas. A nossa iniciativa é para nos posicionarmos cada vez mais como aliados da mulher, avançando na construção de projetos que extrapolam o universo da beleza, promover discussões relevantes e propor soluções conectadas e construtivas”, afirma Carolina Carrasco, diretora de Branding e Comunicação de O Boticário e Quem Disse, Berenice?. 

Criado pela agência AlmapBBDO, o projeto surge como um aliado educativo para abrir a conversa sobre manipulação de imagens por IA e incentivar a busca pelo conhecimento sobre os amparos legais. A iniciativa se desdobra em uma campanha multiplataforma com filme digital protagonizado pela cantora Marina Sena, além de contar com um conteúdo com Rose Leonel, jornalista que teve imagens íntimas divulgadas sem consentimento no início dos anos 2000. 

A campanha também reforça as informações sobre as leis existentes para denúncias destes crimes, tais como a “Lei Rose Leonel”, “Lei Carolina Dieckmann”, “Lei Maria da Penha” e o Marco Civil da Internet. 

"Esse comportamento nas redes sociais é um sintoma sério da nossa sociedade. Mas a internet não é uma terra sem lei. Com o Code Her, estamos usando IA com IA, para que as mulheres possam compartilhar as fotos dos seus corpos como quiserem e eles continuem sendo só delas", afirmam Ana Novis e Paula Keller Perego, diretoras de Criação da AlmapBBDO. 

Como funciona o bot Code Her

O Code Her foi desenvolvido como um bot, dentro da plataforma X, que pode ser acionado pelas próprias usuárias ao compartilhar suas fotos nesta rede social. As mulheres interessadas em ter o monitoramento em suas publicações devem acessar o site do projeto (codeher.boticario.com.br), que contém todas as informações e direcionais, e ao aceitar os termos, ativará o recurso. 

Após o acionamento, ao publicar fotos, basta marcar @codeherbot na postagem, para que o recurso por meio do chatbot de IA monitore a publicação. Se houver tentativa de manipulação da foto pelo Grok (IA do X), a imagem não será exibida, um alerta sinalizando sobre a tentativa será enviado para a vítima, indicando os canais oficiais para denúncia e conscientizando com as leis e direitos. 

Outras iniciativas do Grupo Boticário

Para o Dia da Mulher deste ano, o Grupo Boticário ampliou o debate sobre a realidade da violência contra as mulheres no Brasil ao lançar o canal de WhatsApp exclusivo “Precisamos Falar”, idealizado em parceria com Bloom Care, plataforma digital de saúde feminina fundada por mulheres e guiada pela ciência. 

Durante todo o mês de março, o canal reuniu a comunidade médica, advogados e psicólogos para orientar a sociedade sobre como agir e enfrentar a violência contra a mulher, por meio de conteúdos acessíveis e com alto rigor técnico. Dúvidas reais e questões urgentes da comunidade se transformam em escuta ativa e conteúdos cocriados com esses especialistas, provocando reflexões e ferramentas para que mulheres e aos homens, entendam o que está por trás destes ciclos de violência e o que pode ser feito enquanto sociedade, para ajudar mais pessoas a entender como agir diante da violência contra a mulher. 

Mais de 15 mil pessoas passaram pelo canal do WhatsApp, o que mostrou  que falar, ouvir e aprender sobre violência contra a mulher é urgente e necessário.


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