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Aracaju (SE), 15 de setembro de 2026
POR: Alanna Molina
Fonte: Assessoria de Imprensa
Em: 15/09/2026 às 12:51
Pub.: 15 de setembro de 2026

Depois da luz, Luno evoca as sombras em "Seres de Pano"

Faixa explora atmosfera sombria e misteriosa do novo álbum, que será lançado no fim deste mês 

Depois da luz, Luno evoca as sombras em “Seres de Pano” - Foto: Gabriel Barretto

Luno Torres apresenta uma nova face de Mantracaru em “Seres de Pano”, segundo single do álbum, já disponível nas plataformas digitais. A faixa sucede a luminosa “Colorida Barca”, que abriu os caminhos para o novo trabalho do artista sergipano. 

Se a primeira faixa, lançada em agosto, apostava na ideia de partida, mudança e esperança, a nova composição conduz o ouvinte para um território mais obscuro, simbólico e inquietante. 

A mudança de atmosfera é intencional, revela Luno. “Seres de Pano leva a viagem para um lugar mais estranho, aquele em que você começa a perceber que não controlamos tudo que nos move, por dentro e por fora”.

Em seu novo lançamento, Luno revela que o próximo álbum não segue uma única atmosfera, mas transita entre luz e sombra, esperança e tensão, encantamento e crítica.

Da luz às sombras

Com letra e música assinadas por Luno, Seres de Pano reflete sobre fragilidade, desejo, manipulação e as forças que podem moldar o comportamento humano. Para o artista, o pano é também uma metáfora da própria condição humana, algo que pode ser “costurado, remendado e transformado”. 

“A música deixa no ar a dúvida sobre até onde vai a nossa vontade e onde começa a influência do mundo sobre nós”.

Orquestração de cordas e percussão sinfônica

Musicalmente, a faixa também constrói sua identidade a partir desse contraste. As cordas, que tiveram papel de destaque em “Colorida Barca”, reaparecem em uma configuração diferente, ajudando a criar a profundidade da atmosfera de “Seres de Pano”. 

O piano acústico constrói uma base mais íntima e melancólica, enquanto a percussão sinfônica, os arranjos de cordas e a sonoplastia ampliam a dramaticidade da composição. No decorrer da música, a tensão cresce até desembocar em uma progressão riffada com influências do indie rock e do rock progressivo.

Os arranjos são assinados pelo maestro James Bertisch, com participação dos músicos da Orquestra Sinfônica de Sergipe Thiago Salvino (violoncelo), Fabíola Fontele (viola), Junior Vanzella (violino) e Francisco Júnior (violino). Bertisch também participa da faixa com tímpano e tam-tam (gongo sinfônico).

O single foi produzido por Léo Airplane e Luno Torres, que também dividem a construção instrumental da faixa. Léo assina piano acústico, sintetizador, teclado, guitarra, violão e efeitos sonoros, enquanto Luno assume os vocais e baixo. Gabriel Perninha completa a formação na bateria. 

Um disco de contrastes

Seres de Pano é a segunda amostra do que virá em Mantracaru, um álbum que Luno define como uma obra de contrastes, transitando entre o cotidiano, o imaginário, a espiritualidade, a crítica social e elementos míticos. 

“Mantracaru é um disco de contrastes fabulosos. Tem esperança, transcendência, crítica social, tudo convivendo em um mesmo universo. Ainda tem bastante coisa para aparecer, com outras histórias e climas que atravessam o disco”.

O lançamento do álbum “Mantracaru” está previsto para o dia 25 de setembro de 2026. O novo trabalho chega cinco anos após Homo Pacificus (2021), primeiro álbum de Luno Torres. 

Este projeto foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura, Governo Federal, Governo do Estado de Sergipe e Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe – FUNCAP/SE.

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