Sergas destaca expansão da rede, Corredor Azul e atração de data centers em Sergipe
Em entrevista à Rádio Rio FM, Alan Lemos ressaltou o controle integral da companhia pelo Estado e a importância do gás natural para o desenvolvimento econômico de Sergipe
O diretor-presidente da Sergipe Gás S/A (Sergas), Alan Lemos, concedeu entrevista na tarde desta quinta-feira, 22, ao jornalista Carlos Batalha, da Rádio Rio FM Aracaju. Entre os principais temas abordados estiveram a aquisição integral do controle acionário da companhia pelo Governo do Estado, a expansão da rede de distribuição de gás natural, a implantação do Corredor Azul para caminhões e as oportunidades relacionadas ao Redata, programa federal de incentivos para o setor de data centers.
Durante a entrevista, Alan destacou o papel estratégico da Sergas na política de desenvolvimento do Estado, especialmente na ampliação da infraestrutura de distribuição e na interiorização do fornecimento de gás natural. O objetivo é ampliar o acesso ao combustível, estimular a atividade econômica e criar condições para a atração de novos investimentos.
O Governo de Sergipe adquiriu o controle acionário da companhia em duas etapas: no final de 2024, com a aquisição da participação da Norgás, e, em julho de 2026, com a compra da participação da Mitsui. Com isso, a Sergas passou a ter 100% de seu controle acionário nas mãos do Estado.
“A Sergas tem um papel estratégico no desenvolvimento de Sergipe. O objetivo do governador Fábio Mitidieri é ampliar a infraestrutura, levar o gás a mais municípios e transformar essa expansão em novas oportunidades para a população e para o setor produtivo”, afirmou Alan Lemos.
Corredor Azul vai ampliar abastecimento da frota pesada
Outro destaque da entrevista foi a implantação do Corredor Azul, iniciativa que prevê a instalação de dois postos de abastecimento ao longo da BR-101, com estrutura adequada para caminhões movidos a gás natural.
A proposta é oferecer condições para que transportadoras sergipanas adotem essa tecnologia e permitir que veículos de carga de outras regiões também abasteçam durante o deslocamento pela rodovia. Para isso, os postos precisam contar com equipamentos capazes de garantir um abastecimento mais rápido, compatível com as necessidades da frota pesada.
Segundo Alan Lemos, os caminhões movidos a gás podem apresentar vantagens econômicas, dependendo das condições de operação. A ampliação da infraestrutura de abastecimento também poderá favorecer, futuramente, o uso do biometano, combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos.
“O Corredor Azul é uma iniciativa importante para dar mais segurança e previsibilidade às transportadoras que desejam utilizar o gás natural. No futuro, essa mesma estrutura poderá ser utilizada para o abastecimento com biometano”, afirmou o diretor-presidente.
Redata e a competitividade de Sergipe na atração de data centers
A entrevista também abordou o Redata, Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, programa federal que busca estimular a instalação e a ampliação de centros de processamento de dados no Brasil por meio de incentivos fiscais.
Essas estruturas exigem fornecimento contínuo e confiável de energia para operar 24 horas por dia, durante todos os dias do ano. Nesse cenário, Alan Lemos defendeu que as regras do programa contemplem, além das fontes renováveis, alternativas de baixa intensidade de carbono que possam contribuir para garantir a estabilidade do abastecimento.
“Somos naturalmente favoráveis aos combustíveis renováveis, mas defendemos que o sistema de fornecimento de energia para os data centers também contemple fontes de baixa intensidade de carbono.
Essas estruturas precisam de energia firme, com fornecimento contínuo, porque não podem parar. As fontes eólica e solar são importantes como complementares, mas sua geração varia conforme as condições climáticas”, explicou.
O presidente da Sergas também ressaltou a atuação das distribuidoras de gás natural e a participação do senador Laércio Oliveira na defesa dessa proposta. Segundo ele, a possibilidade de utilização do gás natural dentro das regras do Redata poderá ampliar a competitividade de Sergipe na disputa por investimentos do setor.
A expectativa de aumento da oferta de gás no Estado, associada às operações da Petrobras, também é apontada como um fator que poderá contribuir para condições de fornecimento mais competitivas.
“Se a legislação permitir a utilização do gás natural para atender aos requisitos do Redata, Sergipe terá condições de se tornar muito mais competitivo na atração de investimentos em data centers no país”, concluiu Alan Lemos.
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