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Aracaju (SE), 11 de agosto de 2026
POR: FPress Assessoria de Comunicação
Fonte: FPress Assessoria de Comunicação
Em: 11/08/2026 às 10:42
Pub.: 11 de agosto de 2026

Advogado Andress Amadeus participa de audiência pública em Aracaju sobre verticalização da Zona de Expansão

Advogado Andress Amadeus participa de audiência pública em Aracaju sobre verticalização da Zona de Expansão - Foto: FPress Assessoria de Comunicação

Em audiência pública realizada nesta segunda-feira, 10, na Câmara Municipal de Aracaju, o advogado Andress Amadeus, sócio do escritório Amadeus & Santos, participou de discussões sobre o crescimento vertical da Zona de Expansão da capital e defendeu que o avanço da ocupação urbana seja acompanhado de infraestrutura e planejamento capazes de suportar o adensamento da região. O advogado integrou o debate que reuniu representantes do poder público e de órgãos de controle para discutir os impactos da verticalização, a segurança jurídica e as questões ambientais e de infraestrutura da região.

Entre os principais temas debatidos estiveram a segurança jurídica para o setor da construção civil, a necessidade de atualização do Plano Diretor de Aracaju e os desafios ambientais da Zona de Expansão, que reúne áreas como lagoas, manguezais e dunas.

Para Andress Amadeus, o crescimento da cidade precisa ser acompanhado pela capacidade de infraestrutura do território. “A discussão não deve ser colocada como uma escolha entre desenvolvimento e meio ambiente, mas a partir da capacidade efetiva da região de suportar o adensamento urbano. Aracaju pode crescer. Pode se verticalizar. Pode se desenvolver. Mas uma cidade planejada não pode permitir que o edifício chegue antes da infraestrutura”, afirmou.

Durante sua participação, o advogado também chamou atenção para os efeitos da impermeabilização do solo sobre o escoamento das águas. Ele citou estudo que aponta aumento de até 5,3 vezes no volume de água escoando pela superfície em determinados cenários de urbanização da sub-bacia do Canal Santa Maria. Andress questionou, ainda, a adequação do índice mínimo de 5% de permeabilidade por lote e mencionou uma capacidade construtiva que poderia corresponder a aproximadamente 560 mil habitantes em uma hipótese de ocupação plena dos parâmetros urbanísticos máximos.

Ao final do encontro, ficou sinalizada a intenção do poder público de acelerar a revisão do Plano Diretor e dar continuidade ao diálogo com os órgãos envolvidos na discussão. Segundo o advogado, o planejamento é fundamental para garantir segurança jurídica e permitir que o desenvolvimento urbano aconteça de forma compatível com as condições ambientais e de infraestrutura da Zona de Expansão. “Não precisamos ser contra a verticalização. Precisamos saber qual verticalização aquele território suporta”, concluiu.

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